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Marqueteiro do partido de Bolsonaro ironiza mudança na identidade visual do PT e pede que não rebatam a estratégia do governo

Publicitário Duda Lima diz que estilo do ex-presidente provoca resistência no eleitorado feminino e reconhece capacidade de conexão emocional de Lula. (Foto: Divulgação)

O marqueteiro Duda Lima ironizou a mudança na identidade visual do PT durante reunião da equipe de marketing do PL no último dia 18. Segundo relatos de participantes, Duda comparou a nova paleta adotada pelo partido – inspirada nas cores da bandeira do Brasil – ao uso de cores rivais no futebol:

“Agora, os corintianos estão usando as cores dos palmeirenses. O Inter vai usar as cores do Grêmio. Então, não interrompam, porque isso tem de durar o máximo possível”, disse o marqueteiro.

Duda recorreu a uma frase atribuída a Napoleão Bonaparte – “nunca interrompa seu inimigo enquanto ele estiver cometendo um erro” – para convencer a equipe a não rebater a estratégia do governo. “Imaginem se, no dia da eleição, alguns petistas forem votar com a camisa da seleção. Vão estar fazendo comunicação visual para nós”, argumentou o marqueteiro.

Ele reforçou o apelo para que a campanha do PL evite reagir: “Não façam polêmica. Não rebatam. Essa estratégia deles tem de ir o mais longe possível. Eles precisam acreditar que está dando certo. Cada propaganda do governo federal será um merchandising para o Bolsonaro.”

Duda é marqueteiro do PL e esteve à frente da campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2022. Mais recentemente, comandou a campanha vitoriosa de Ricardo Nunes (MDB) à Prefeitura de São Paulo.

A reunião com outros estrategistas do partido ocorreu em meio às recentes mudanças na identidade visual de peças divulgadas pelo PT e pelo próprio governo federal, que, após a ofensiva do ex-presidente americano Donald Trump, passou a adotar um discurso nacionalista, investindo no uso do verde e amarelo e da bandeira nacional.

O governo Lula vai mudar o slogan, na tentativa de mostrar que sua identidade não pode ser confundida com a do Centrão. O mote “União e Reconstrução” será substituído agora pela ideia de que o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem lado.

A estratégia para recuperar a popularidade perdida consiste em focar a propaganda oficial na seguinte mensagem: combater privilégios significa abrir espaço para que mais gente prospere na vida. Na prática, o governo quer ir além da toada “ricos contra pobres”.

A ordem é bater na tecla de que programas lançados recentemente, como os que preveem linhas de crédito mais baratas para a reforma de casa e para microempreendedores, também beneficiam a classe média. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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