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Martha Medeiros, cultura japonesa e homenagem a Carlos Urbim: o domingo da Feira do Livro

Três Décadas de Crônicas. A história da escritora gaúcha Martha Medeiros com o gênero que a consagrou no país inteiro invadiu a programação de mais um domingo da 70ª Feira do Livro de Porto Alegre. Em um sarau com a jornalista Katia Suman e a também autora Paula Taitelbaum, que celebrou a vida, os acasos, as mudanças e as paixões do dia a dia, a cronista falou sobre tudo aquilo que a leva a escrever e eternizar memórias e sentimentos nas páginas que arrisca.

Tida como uma das mais lembradas e queridas artistas do Rio Grande do Sul, Martha foi uma das pioneiras no conceito de seguidores, muito antes das redes sociais existirem. Os apaixonados por suas colunas desde muito tempo vivem ávidos pelo próximo texto, o próximo livro.

Durante a conversa na Feira, salientou que as crônicas surgiram quando morou no Chile, quando começou a se aventurar pelo formato. De lá pra cá, segundo a própria escritora, já são mais de dois mil textos publicados.

Martha conta que escrevia apenas “para não enferrujar”. Até que um amigo levou uma crônica sua a um jornal de Porto Alegre. Quando retornou ao Brasil, em 1994, o mesmo jornal pediu um novo texto, que foi publicado. Os leitores elogiaram e pediram mais: “Eu nunca mais parei”, relembra a escritora. De lá para cá são 30 anos como cronista.

De acordo com ela, o tempo trouxe ainda mais responsabilidade, muito pela fidelização do público. O desafio de escrever várias vezes sobre os mesmos temas também alimenta a carreira.

“Antes, eu escrevia dois textos por dia. Agora, são três dias para escrever um. Reinventar os assuntos, ainda mais em tempos de rede social, é uma grande responsabilidade”, aponta.

Homenagem a Carlos Urbim

Patrono da 55ª edição da Feira do Livro e um dos maiores nomes da literatura infanto-juvenil gaúcha, o escritor Carlos Urbim, falecido em 2015, foi homenageado neste domingo com o lançamento de sua obra inédita Maria Fumaça. A realização foi da Associação Gaúcha de Escritores e Câmara Rio-Grandense do Livro.

Cultura japonesa

Quem passeou pela Feira durante o dia inteiro teve contato direto com muitos aspectos da cultura japonesa. Danças folclóricas, mangá, arranjos florais, teatro, música e até caligrafia foram apresentados em seis horas de atrações no Festival do Japão.

Uma argentina entre mistérios e segredos

Aclamada por obras como Betibú e Las viudas de los jueves, a argentina Claudia Piñeiro participou de encontro literário neste domingo com mediação da jornalista Lu Thomé. Piñeiro é famosa por explorar os mistérios e as intrigas que permeiam em seus livros, discutindo temas como corrupção, violência e os segredos obscuros que moldam histórias fascinantes com que brinda os leitores.

Fila para um registro com a Monja Coen

Ainda no sábado (9), o público que acompanhou o bate-papo entre a Monja Coen e o escritor Fabrício Carpinejar não se importou com a fila que se formou para garantir um autógrafo e uma foto com a mestre zen depois do evento. Foram cerca de 4 horas de expectativa para as centenas de pessoas que fizeram questão de eternizar o momento, um dos mais destacados até aqui da 70º edição.

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