Um homem foi condenado pela Justiça a mais de três anos de prisão por praticar atos libidinosos na frente de crianças e adolescentes em um condomínio de Palmas (TO). Ele é um médico que já tinha sido condenado por outro crime sexual em 2013 e está com o registro profissional cassado. A condenação da 2ª vara criminal de Palmas foi publicada nesta última semana.
Os atos libidinosos foram registrados em dezembro de 2022 em um condomínio na quadra 306 Sul, em Palmas. Segundo a denúncia, o homem chegou de moto e observou que havia crianças e adolescentes brincando no local.
Ele chamou as crianças, pediu informações e depois tirou o órgão sexual e começou a praticar atos libidinosos pela grade do portão do condomínio. Toda a ação foi presenciada por várias testemunhas e gravada pelas câmeras de segurança.
Mandado de prisão
O homem chegou a ser localizado e prestou depoimento. Depois foi embora para o Rio de Janeiro, onde foi capturado em janeiro deste ano em cumprimento a um mandado de prisão preventiva. Ele continua preso.
No depoimento à polícia o homem confessou o crime, mas depois ficou em silêncio durante interrogatório no julgamento. Ainda segundo a decisão, as roupas que ele usava no momento do crime e aparecem nos vídeos foram apreendidas pela polícia na casa dele.
Provas suficientes
O juiz responsável entendeu que as provas foram suficientes para comprovar o crime. “Diante de todas as provas escolhidas, restou amplamente demonstrado que o réu praticou o crime como descrito em denúncia, sendo que as provas orais colhidas comprovaram o dolo[…]”, diz a decisão.
O réu foi condenado pelo crime de praticar atos libidinosos na presença de menores de 14 anos para satisfazer a própria lascívia. Segundo a decisão, ele deverá permanecer preso enquanto recorrer da sentença.
Defensoria Pública
Veja o que diz a Defensoria Pública estadual, que atuou na defesa do homem no processo: “A Defensoria Pública do Estado do Tocantins disse que atuou na defesa da pessoa cita em razão de ela não ter constituído advogado (a) para seu processo. A Defensoria Pública disse atuou para garantir um julgamento com respeito à ampla defesa e contraditório”. As informações são do portal de notícias G1.
