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Médico dá dicas para reforçar a imunidade do organismo por meio da alimentação

Frutas ricas em vitamina C ajudam a fortalecer imunidade. (Foto: Reprodução)

Todo cuidado é importante para tentar conter o avanço da Covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus. Além da higienização constante das mãos e de evitar abraços e beijos, é possível fortalecer a imunidade por meio da alimentação.

Em entrevista para a TV Globo nesta terça-feira (17), o nutrólogo Sávio Cardoso recomendou o aumento da ingestão de frutas e verduras ricas em vitamina C. “Na nossa região [Pernambuco], temos uma série de frutas características do Nordeste que são ricas em vitamina C: goiaba, caju, acerola, limão. Algumas verduras e legumes são interessantes para a gente, nos trazem micronutrientes, vitaminas, minerais. Alguns contêm uma pequena quantidade de vitamina C. Você pode, por exemplo, fazer um tempero com cebola, cebolinha, tomate, que é rico em licopeno [substância antioxidante que dá a coloração vermelha]”, afirmou.

Ainda segundo o médico, a forma mais eficaz de consumir essas frutas e verduras é ingeri-las naturalmente. Além disso, é necessário redobrar o cuidado com a higienização e o manuseio dos alimentos.

No caso das frutas, elas devem ser colocadas, por cerca de duas horas, na geladeira antes de serem colocadas em um recipiente com água da torneira misturada com água sanitária. Por fim, basta lavá-las em água corrente.

“Normalmente se chega da feira, do supermercado, e se coloca as frutas diretamente na água com hipoclorito [água sanitária]. Mas o ideal é deixar na geladeira por um tempo. Quando se coloca essa fruta na água, na mesma temperatura, ela pode absorver parte dessa água, possivelmente com algumas substâncias que não são interessantes para a saúde”, contou.

A fim de melhorar a imunidade do organismo, além de reforçar a alimentação, é preciso adotar um estilo de vida mais saudável, ainda de acordo com Sávio Cardoso.

“Obviamente, a alimentação tem que estar associada a outros pilares para uma vida saudável: sono, exercício físico regular e gerenciamento de estresse”, declarou.

Medidas de prevenção

Para evitar a proliferação do coronavírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar bem as mãos (dedos, unhas, punho, palma e dorso) com água e sabão, e, de preferência, utilizar toalhas de papel para secá-las.

Além do sabão, outro produto indicado para higienizar as mãos é o álcool gel, que também serve para limpar objetos como telefones, teclados, cadeiras, maçanetas, etc. Para a limpeza doméstica recomenda-se a utilização dos produtos usuais, dando preferência para o uso da água sanitária (em uma solução de uma parte de água sanitária para 9 partes de água) para desinfetar superfícies.

Utilizar lenço descartável para higiene nasal é outra medida de prevenção importante. Deve-se cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo. Também é necessário evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.

Para a higienização das louças e roupas, recomenda-se a utilização de detergentes próprios para cada um dos casos. Destacando que é importante separar roupas e roupas de cama de pessoas infectadas para que seja feita a higienização à parte. Caso não haja a possibilidade de fazer a lavagem destas roupas imediatamente, a recomendação é que elas sejam armazenadas em sacos de lixo plástico até que seja possível lavar.

Além disso, as máscaras faciais descartáveis devem ser utilizadas por profissionais da saúde, cuidadores de idosos, mães que estão amamentando e pessoas diagnosticadas com o coronavírus. Também é importante que as pessoas comprem antecipadamente e tenham em suas residências medicamentos para a redução da febre, controle da tosse, como xaropes e pastilhas, além de medicamentos de uso contínuo.

Produtos de higiene também devem ser comprados e armazenados como uma medida de prevenção. No caso das crianças, recomenda-se que os pais ou responsáveis, adquiram fraldas e outros produtos em uma maior quantidade para que se evite aglomerações em supermercados e farmácias. As informações são do portal de notícias G1 e do Ministério da Saúde.

 

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