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Médico e político gaúcho, Osmar Terra volta a dizer que a “quarentena está quebrando o País”

(Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

No dia em que o Brasil superou o número oficial de mortos anunciados pela China, com mais de 5 mil vítimas fatais do coronavírus, o ex-ministro da Cidadania Osmar Terra voltou a criticar, nesta terça-feira (28), as quarentenas em vigor no País, apesar de o Ministério da Saúde, cientistas de todo o mundo, médicos e governos terem comprovado que a medida preventiva é a melhor saída para segurar a explosão da pandemia.

Numa rede social, Terra voltou a dizer que o isolamento social não tem ajudado a segurar o aumento explosivo de pacientes de Covid-19 em hospitais. “Para que era mesmo a quarentena imposta pelos governadores? Para achatar a curva de progressão do coronavírus? Pois é.. não aconteceu. A quarentena não reduziu um caso da doença e está quebrando o país, inutilmente! Vejam a progressão da curva no Brasil em 45 dias. Parece achatada? Não”.

Na segunda-feira, já sob a gestão do ministro Nelson Teich, o próprio Ministério da Saúde reafirmou que a medida é necessária para manter o controle da situação.

Isolado dentro do próprio governo, Osmar Terra tem insistido em suas teorias, as quais, dia após dia, são esvaziadas pelos fatos. Três semanas atrás, no dia 9 de abril, foi flagrado pela CNN em uma conversa com o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, na qual dizia que o coronavírus deve fazer “entre 3 mil e 4 mil mortos”, o que classificou como “menos do que uma gripe sazonal”.

Mortes e casos

Na segunda-feira, o Brasil registrou 4.543 mortes e 66.501 casos confirmados em todas as unidades federativas, de acordo com o Ministério da Saúde. Mais de 300 mortes têm sido registradas diariamente e o próprio governo admite que o pico da doença ainda não chegou nas maiores cidades do País.

Nesta terça-feira, o Ministério da Saúde registrou 71.886 casos de coronavírus e 5.017 mortes da doença no Brasil até as 14h, segundo informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde de todo o país. Em 24 horas, foram 5.385 casos novos e 474 novos óbitos. Dos 71.886 casos confirmados, 32.544 são considerados recuperados (45%) e 34.325 estão em acompanhamento. Existem ainda 1.156 óbitos que estão em investigação.

Em entrevista coletiva em Brasília, o ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou que o aumento de casos constitui uma tendência. Anteriormente, ele havia ponderado que seria preciso ver se os números expressam a atualização de casos anteriores ou se representavam um aumento de fato.

“A curva vem crescendo e há agravamento da situação. Isso continua restrito aos lugares que estão vivendo maiores dificuldades, como Manaus, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Entendendo que Brasil tem que ser tratado de forma diferente, mas nesses lugares com um quadro de piora vamos continuar acompanhando para ver como vai ser a evolução”, declarou Nelson Teich. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo, do Ministério da Saúde e da Agência Brasil.

 

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