Um médico de 55 anos preso por assediar uma enfermeira de 23 anos colecionava 57 passagens dentre homicídio, furto, violência doméstica, além de assédio sexual. O caso aconteceu na UBS (Unidade Básica de Saúde) Olímpio Gonçalves dos Santos, em Adrianópolis, região metropolitana de Curitiba (PR), no último dia 10.
Após o registro da ocorrência, a polícia descobriu a extensa ficha criminal do médico. O profissional de saúde foi preso assim que a vítima comprovou o caso mediante o vídeo gravado pelas câmeras de segurança da UBS, a qual a enfermeira aparece andando pelo corredor e o médico a agarra e a beija à força.
A prefeitura de Adrianópolis, em nota, informou que o médico é terceirizado e que pediu o desligamento do médico para a empresa responsável. O município afirmou também que repudia o crime e que prestará suporte à vítima.
Soltura
O médico foi solto. Claudio de Oliveira também foi afastado temporariamente das funções e vai cumprir medidas cautelares para continuar em liberdade. São elas:
– Manter distância de pelo menos 200 metros da vítima e de testemunha, além ficar proibido qualquer tipo de contato por outro meio;
– Comparecer ao juízo mensalmente para justificar atividades;
– Recolhimento domiciliar no período noturno das 22h às 6h e nos dias de folga;
– Proibição de deixar a comarca “quando a permanência seja conveniente ou necessária”.
Ele foi indiciado por importunação sexual no último dia 12.
Suspeito nega assédio
Para a Polícia Civil (PC), o médico negou que tentou beijar a vítima. Ele falou que estava trabalhando na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município há vinte dias e que a colega o ajudava com o sistema.
Afirmou, ainda, que dizia à mulher que ela era bonita e que poderia trabalhar como motorista da saúde para realizar viagens com ele.
O homem também disse que “não tinha segundas intenções com a mulher” e que no dia que a abraçou estava feliz porque, segundo ele, estava tudo bem no trabalho. Por fim, falou que quando abraçou a colega de trabalho, pensou na filha que há muito tempo não vê.
O que disse a vítima
A vítima, que é assistente administrativa na UPA, também prestou depoimento e afirmou que o médico trabalhava há menos de um mês no local e que ajudava Claudio a mexer no sistema de saúde.
Ela também contou que ele a chamava de bonita e que falou que gostaria que ela viajasse com ele.
A assistente disse no depoimento que se sentia desconfortável e evitava falar e ficar próxima ao médico.
Afirmou que Claudio tentou agarrá-la e dar um beijo na boca, mas ao virar o rosto, o médico conseguiu beijar apenas o rosto, próximo à boca.
Em seguida, a mulher falou que chamou uma colega técnica de enfermagem e acionaram a polícia. As informações são do portal de notícias G1.
