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Mercado, esse malvado

Quando alguém entra em um estabelecimento comercial se torna o consumidor e decide qual produto vai comprar. (Foto: Rogério Pons da Silva)

Em nossa vida cotidiana desempenhamos diversos papéis: Ora somos pedestres, motoristas, torcedores, telespectadores, turistas, veranistas, usuários e tantos outros. Dois destes momentos têm uma importância especial para o coletivo.

De eleitores e consumidores.

Como eleitores, escolhemos os que irão administrar a gestão pública nos próximos anos, muito importante.

Já como consumidores, nossas escolhas têm reflexos diariamente e essas preferências têm um enorme poder de transformação.

Para as empresas, o consumidor é: “Vossa Majestade, o cliente”.

Quando alguém entra em um estabelecimento comercial se torna o consumidor e decide qual produto vai comprar.

O consumidor escolhe entre marcas, preços, qualidade, segurança, atendimento e conveniência, jamais por sentimentos ou por amor ao próximo.

A soma destas escolhas são quem define os rumos das empresas e da própria economia.

O mercado é o coletivo dos clientes.

Na gôndola de um supermercado, diante de produtos semelhantes, o consumidor compara embalagem, informações, qualidade e preço.

Alguém diz que a empresa X está em dificuldades financeiras.

Será motivo para trocar de marca?

Não precisa responder, só seja sincero.

Há uma característica importante na escolha: O consumidor não tem nenhum compromisso com a sobrevivência de uma empresa específica.

Se uma marca oferecer melhor qualidade por menor preço, é natural que sua preferência mude.

É justamente essa disputa pela preferência do consumidor que obriga as empresas a buscarem eficiência, qualidade e preços competitivos.

Até chegar ao mercado, cada produto carrega a soma do trabalho e a cooperação de muitas pessoas.

Por isso, as empresas procuram colaboradores capazes de executar suas funções com menor custo.

Quanto mais eficiente for a empresa, maior serão as chances de conquistar clientes.

A competição, portanto, não é um detalhe, mas sim um dos principais mecanismos de estímulo à eficiência e a preços mais baixos.

A própria natureza é marcada pela competição. Animais disputam território, alimento e parceiros.

Na vida, competir faz parte da dinâmica de sobrevivência e adaptação.

No mundo econômico não é diferente. Quando não existe a competição, o consumidor perde poder de escolha. Monopólios, sejam públicos ou privados, reduzem esse estímulo à eficiência justamente porque eliminam ou diminuem a disputa pela preferência do cliente.

Por isso, quando você compra, a sua escolha tem consequências.

Valorize seu dinheiro e, quando fizer sentido, considere também comprar de quem produz no Rio Grande do Sul. Isso ajuda a movimentar a nossa economia e traz benefícios para a própria comunidade do nosso Estado.

No seu trabalho, procure aumentar a qualidade e o seu valor profissional.

Uma empresa eficiente pode vender mais e se tornar mais competitiva.

E, se o seu trabalho não for reconhecido, existe sempre a possibilidade de buscar outra empresa onde suas habilidades sejam mais valorizadas.

No mercado, empresas disputam por clientes e seus colaboradores competem por oportunidades.

Todos buscam maior eficiência porque no final, o cliente quer sempre o melhor pelo menor preço.

O mercado não é uma entidade distante e abstrata.

Somos nós quem escolhe, todos os dias, onde colocar o dinheiro, qual produto comprar, qual empresa prestigiar e por consequência quais os colaboradores valorizados.

Bonzinho ou malvado, competente ou incompetente, consciente ou perdulário:

O mercado é você, seu malvado!!!

* Rogério Pons da Silva

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