Os economistas do mercado financeiro passaram a prever uma contração de 3% para o PIB (Produto Interno Bruto) neste ano e elevaram sua estimativa de inflação para 2016 e 2017, segundo o Boletim Focus divulgado pelo BC (Banco Central) nesta segunda-feira (25).
Na semana anterior, a estimativa era uma retração de 2,99% no PIB em 2016. Como o mercado segue estimando “encolhimento” do PIB em 2015, se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o País registrará dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) iniciou em 1948. Para o comportamento do PIB em 2017, os economistas das instituições financeiras mostraram mais pessimismo e baixaram a previsão de crescimento de 1% para 0,80%.
Inflação
Para 2016, a expectativa dos economistas para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do País, subiu de 7% para 7,23%. Com isso, permanece acima do teto da meta estabelecida pelo governo, de 6,5%. Para 2017, a previsão do mercado financeiro para a inflação passou de 5,4% para 5,65%.
Taxa de juros
O mercado financeiro reduziu sua estimativa para a taxa básica de juros da economia no final deste ano de 15,25% para 14,64% ao ano. Já para o fechamento de 2017, a estimativa para a Selic recuou de 12,88% para 12,75% ao ano.
Dólar
A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 subiu de 4,25 reais para 4,30 reais. Para o fechamento de 2017, a previsão dos economistas para o dólar aumentou de 4,30 reais para 4,40 reais.
