O governo australiano defendeu neste sábado (1º) a proibição inédita do uso de redes sociais por crianças menores de 16 anos.
A defesa ocorreu um dia depois do órgão regulador da internet do país ter constatado que mais de oito em cada dez adolescentes australianos ainda usavam as redes sociais três meses após as restrições entrarem em vigor, o que evidencia a dificuldade de fiscalizar um mundo digital tão integrado ao cotidiano.
A Austrália introduziu a proibição histórica em dezembro, devido a preocupações com o impacto das redes sociais na saúde mental e física das crianças. A medida, que está sendo acompanhada de perto no exterior, atraiu críticas de empresas de redes sociais, principalmente sediadas nos Estados Unidos.
Diante das conclusões do órgão regulador, Andrew Leigh, Ministro Adjunto da Produtividade, Concorrência, Organizações Beneficentes e Tesouro, argumentou que a proibição já havia remodelado o debate nacional.
A proibição representou “uma mudança importante na conversa entre os pais”, disse Leigh em declarações televisionadas. Mais países europeus consideram banir redes sociais para menores
A Austrália fez história em dezembro de 2025, quando aprovou o banimento de menores de 16 anos das redes sociais. Desde então, outros países ao redor do mundo discutem medidas semelhantes.
No final de julho, a França se tornou o primeiro país da União Europeia a estabelecer esse tipo de limite de idade. Os parlamentares franceses aprovaram o projeto de lei por ampla maioria, com forte apoio do presidente da França, Emmanuel Macron.
Em junho, o então primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, já havia anunciado que o Reino Unido também vai proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, afirmando que as medidas planejadas irão “além de qualquer outro país do mundo” na proteção de crianças contra danos online. A previsão é que as restrições entram em vigor no ano que vem.
Espanha, Grécia e Dinamarca também planejam impor limites mínimos de idade para o uso de redes sociais.
