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Mesmo convidado, o ex-presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, não apoiará Fernando Haddad

A interlocutores próximos ex-ministro já teria dito que a decisão está tomada. (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

A conversa entre Fernando Haddad (PT) e Joaquim Barbosa na semana passada não renderá os resultados esperados pelo candidato da frente democrática à presidência da República. De acordo com informações da coluna Lauro Jardim, do jornal O Globo,o ex-presidente do SFT (Supremo Tribunal Federal) não vai declarar apoio a Haddad. A interlocutores próximos já disse que a decisão está tomada.

Barbosa chegou a ser cogitado sondado pelo PSB para disputar a corrida presidencial pela sigla, que tentava “colar” a própria imagem a uma tentativa de reoxigenar a política. O partido, no entanto, apoia o PT nesta eleição.

Apoio

Na segunda-feira (15), o presidente do PSB Carlos Siqueira comentou em reunião que Barbosa, filiado ao partido socialista “evidentemente não está com Bolsonaro. Não sei até que ponto ele vai participar, mas ele está conosco”.

A declaração foi dada depois de reunião com os presidentes das siglas que declararam apoio a Haddad contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) no 2º turno das eleições. Participaram os dirigentes do PT, Gleisi Hoffmann, do Psol, Juliano Medeiros, do PC do B, Luciana Santos e do Pros, Eurípides Júnior.

Siqueira declarou que as alianças vão além dos acordos partidários. “Estamos procurando não só partidos, mas personalidades como Barbosa e outros. Instituições, igrejas, também estão sendo procuradas. Para aceitar apoio só é preciso ter compromisso com a democracia.”

Também presente na reunião, o líder da oposição na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE) disse que a candidatura de Haddad aceitaria apoio do MDB, do PSDB e dos “mais amplos setores que defendem a democracia”.

Luciana Santos, que comanda o PC do B, afirmou que a disputa do PT com o candidato do PSL é diferente das eleições anteriores, nas quais o PT enfrentou o PSDB.

“Essa batalha de hoje não é a batalha que polarizou o Brasil nos últimos anos. Não é uma liderada pelo Partidos dos Trabalhadores versus que uma foi liderada ao longo desse tempo todo pelo PSDB. Estamos tratando de outra polarização, uma que ou você caminha para barbárie ou continua em um ambiente civilizatório”, afirmou.

O presidente do PSB negou que o PT precisa melhorar a imagem perante ao mercado financeiro. Questionado sobre isso, ele falou sobre as administrações do PT no Governo Federal.

“O Partido dos Trabalhadores passou 13 anos e 6 meses no governo, já deu provas cabais que não é ameaça ao regime democrático, não é ameaça ao sistema financeiro e empresarial. Já houve essa composição [com o mercado] na prática, não precisa ter explicação para isso. No Banco Central [do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva] esteve o senhor Henrique Meirelles, ou seja, houve uma convivência de todas as classes sociais nos governos liderados pelo PT.”

Também participaram do encontro o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

Leia a nota assinada pelos presidentes da sigla que participaram da reunião:

“O Brasil vive um momento histórico que exige resposta firme de todos e todas que defendem a democracia, a liberdade, a soberania nacional, os direitos do povo e a justiça social.

As sementes do ódio e da violência, plantadas nos últimos anos pelas forças reacionárias e pelos donos das grandes fortunas, deram vida a uma candidatura que é o oposto desses valores; que rompe o pacto democrático da Constituição de 1988 e lança sobre o país a sombra do fascismo.

Votar em Fernando Haddad é a resposta a esta ameaça, porque sua candidatura representa os valores da civilização contra a barbárie, representa um projeto de país em que todos têm oportunidades, não apenas os privilegiados de sempre.

Votar em Fernando Haddad é a resposta às fábricas de mentiras e à violência que se espalha pelo País; o prenúncio de um estado autoritário, contra a vida, contra os direitos das pessoas, contra a liberdade e a justiça.

Acima de todas as diferenças, estamos conclamando brasileiras e brasileiras a votar, neste segundo turno, pela democracia e pelo futuro do nosso Brasil. É hora de união e de luta, sem vacilações.

Assinam: PT, PCdoB, PCB, PSB, PSOL e PROS.”

 

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