As oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 renderam contrastes entre as seleções, mas também influências fora dos gramados. De craques chamando a responsabilidade e mudando o rumo da partida até chances desperdiçadas, o Mundial vai encaminhando-se para seu final.
De um lado, estrelas e jovens prodígios resolvendo. Do outro, a influência política e os erros que custaram a continuidade no torneio e fizeram seleções voltarem para casa. Veja quais foram as grifes e as gafes das oitavas da Copa.
– Grife – Em poucos toques, ele decide: Erling Haaland mostrou, em poucos toques, o seu poder de decisão. No confronto contra o Brasil, no último domingo, válido pelas oitavas do Mundial, o craque norueguês marcou duas vezes, no segundo tempo e com 10 minutos de diferença para garantir a vitória da seleção nórdica.
Para quem assiste, a impressão é de que o atacante anda em campo e os números comprovam isso. A jogada do primeiro gol é surpreendente, o camisa 9 observa seus companheiros trocando passes enquanto anda calmamente até notar como a jogada estava sendo construída e começar a trotar. Quando vê o lançamento de Schjelderup acelera rapidamente e ganha na disputa área com Gabriel Magalhães cabeceando para o fundo da rede.
Na partida, Haaland tocou apenas 45 vezes na bola, finalizando 4 vezes na meta, sendo duas dessas certeiras.
– Grife – Os dois gols em dois minutos de Bellingham: Harry Kane foi celebrado como o nome da classificação da Inglaterra para as quartas de final com a tranquilidade do terceiro gol inglês sobre o México. Entretanto, a atuação de Jude Bellingham foi espetacular.
O camisa 10 abriu o placar para os ingleses aos 36 minutos do primeiro tempo, cabeceando para o fundo da rede após o cruzamento de Saka.
Apenas dois minutos depois, aos 38, apareceu novamente, recebendo a bola de Kane e mandando para o gol.
Nesta Copa, o meia já marcou 4 vezes. As duas últimas contra o México, uma vez contra Croácia e um sobre o Panamá, além de uma assistência.
– Grife – Messi brilha e Argentina vira: Quem assistiu o confronto entre Argentina e Egito surpreendeu-se. Quebrando o favoritismo prévio dos hermanos, os egípcios abriram o placar aos 15 minutos do primeiro tempo, com gol de Yasser Ibrahim. Pouco tempo depois, ficou nos pés de Messi o empate, mas ele desperdiçou errando a cobrança de pênalti, a segunda no Mundial.
Pressionados, os argentinos sofreram durante todo o jogo e viram aos 67 minutos a vantagem do Egito aumentar com o gol de Zico – que no começo do segundo tempo teve um gol anulado.
Faltando pouco mais de 10 minutos para o jogo acabar e decretar a histórica classificação do Egito, Romero aparece e marca de cabeça, após assistência de Messi.
Aos 83 minutos de jogo, ele aparece novamente. Lionel Messi marca chutando da entrada da área para o fundo do gol. Ao iniciar e encerrar a jogada, empatou o jogo e chegou ao seu 21º gol em Copas, isolando-se na artilharia.
Nos acréscimos, Enzo Fernández mudou o rumo da partida que estava indo para a prorrogação. Recebendo passe de Lautaro, cabeceou e virou o jogo.
– Gafe – Brasileiros desperdiçam chances e voltam para casa: O Brasil teve diversas chances com a bola no pé de seus jogadores para marcar no confronto contra a Noruega, nas oitavas, mas acabou não aproveitando todas elas.
A primeira e mais clara das oportunidades veio com o pênalti sofrido por Matheus Cunha. Bruno Guimarães foi o escolhido de Carlo Ancelotti para a batida, mas chutou mal e a bola parou no goleiro norueguês.
O técnico queria mais e por isso, colocou Endrick em campo. A melhor chance da partida caiu nos pés do jovem atacante. Com lançamento de Vini Jr ficou de frente para o goleiro mas concluiu mal e a bola foi para fora.
– Gafe – Trump interfere e punição é retirada: Se nas últimas Copas o país sede tinha que seguir as ordens da Fifa, nesta a ordem se inverteu. Aliado de Gianni Infantino, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump teve interferência em questões importantes da competição. A mais recente e comentada veio nessas oitavas de final.
O atacante Falorin Balogun, artilheiro da equipe, recebeu um cartão vermelho na partida contra a Bósnia e Herzegovina, na segunda fase, após uma falta no zagueiro adversário. Os Estados Unidos classificaram-se e teriam pela frente a Bélgica, sem a presença do jogador. Entretanto, um dia antes da partida, a Fifa anunciou a decisão de suspender por 12 meses a punição automática por um jogo.
Muito criticada, a decisão levou a questionamentos da interferência política na entidade. Na Casa Branca, Trump se pronunciou confirmando que ligou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino para protestar e pedir uma “revisão justa”.
O presidente americano disse que assistiu à partida e concluiu, como amante do esporte, que “aquilo não foi falta; aquilo nem sequer foi uma infração”. Ainda fez uma acusação contra o árbitro brasileiro Raphael Claus, responsável por aplicar o cartão vermelho, de ter um passado “muito suspeito”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
