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Metas atuais para o clima não evitam que a Terra esquente 2,7°C, diz ONU

As emissões carbônicas estão entre os principais responsáveis pelo gasto excessivo do orçamento natural terrestre. (Foto: Dimitar Dilkoff/AFP)

Um relatório divulgado pela ONU (Organização das Nações Unidas) nessa sexta-feira mostra que, com as 119 metas de redução de gases estufa apresentadas por 146 países e pela União Europeia, que participarão da Conferência de Paris (França) no fim do ano, a temperatura do planeta subirá 2,7°C até 2100. O número é apresentado com certo otimismo pela Convenção do Clima da ONU, já que está bem abaixo do aumento de 4°C ou 5°C projetado antes da apresentação das chamadas INDCs (contribuição pretendida nacionalmente determinada, em inglês).

Porém, está acima do compromisso de aumento de 2°C que se esperava obter na 21 conferência global da ONU sobre o clima, que tem início em 30 de novembro. Os 2°C são considerados o limite aceitável para evitar um cenário catastrófico de elevação do nível dos oceanos, inundações e estiagens.

Por isso, o relatório vem como um alerta, um mês antes da conferência, para que os países façam um esforço maior até lá. Na avaliação da ONU, as metas apresentadas até 1 de outubro servem de entrada para cortes que ainda podem ser feitos.

O relatório mostra que, com as propostas feitas pelos países, as emissões per capita mundiais, cairiam até 8% em dez anos e 9% até 2030. Em números absolutos, isso representa um aumento nas emissões de 56,7 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano até 2030. (Isabel Fleck/Folhapress)

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