Michael Douglas, de 82 anos, deu detalhes sobre a cena de sexo que gravou com Sharon Stone em Instinto Selvagem, thriller erótico para maiores de 18 anos, lançado em 1992. Embora tenha sido um sucesso instantâneo de bilheteria, o longa também se tornou um dos filmes mais polêmicos da década devido às cenas de violência, sexo explícito e nudez.
Em seu novo livro de memórias, One Helluva Ride, Michael revelou que causou uma erupção cutânea — alteração temporária ou crônica na cor ou na textura da pele, caracterizada por vermelhidão, coceira, descamação ou bolhas — na parte superior da coxa da sua parceira de cena. “Sharon e eu tínhamos jurado que não usaríamos dublês de corpo”, disse o artista sobre a sequência de sexo explícito, que levou cinco dias para ser filmada.
“Durante a cena, Sharon começou usando um tapa-olho sobre a virilha, um gesto mínimo de pudor. Mas acabou decidindo tirá-lo, dizendo: ‘Vamos parar de fingir. Estou nua, todos sabemos disso. Vamos lá'”, acrescentou Michael em seu livro, conforme divulgado pelo Daily Mail.
Durante as filmagens da cena de teor sexual, a atriz reclamou que a barba por fazer do ator estava incomodando ela. “Apesar da aparência final do filme, posso garantir que Sharon e eu nunca tivemos nenhum envolvimento íntimo nessa cena”, enfatizou. “No entanto, tive que aproximar meu rosto de algumas áreas bastante delicadas. Em um determinado momento, meu personagem estava praticando sexo oral nela e tinha que parecer real”.
Após algumas tomadas, Sharon disse a Michael: “Por favor, vá com calma. Sua barba por fazer está me arranhando muito!”. O artista recordou que olhou mais de perto e viu que a parte superior das coxas de Stone estava “completamente vermelha e irritada”. “Eu me senti horrível”, declarou ele.
Para viver o policial Nick Curran, Michael perdeu 11 kg, mas disse aos produtores de Instinto Selvagem que não faria cenas de nudez frontal completa. Já Sharon ficou famosa por protagonizar esse tipo de cena no longa. O momento icônico, que acontece em um interrogatório policial, tornou-se um marco da cultura pop. Na cena em questão, a atriz cruza e descruza as pernas enquanto usa um vestido curto e está sem calcinha.
Durante uma entrevista no Festival de Cinema de Taormina, em 2024, Sharon falou sobre a cena: “Parecia um escândalo e agora parece algo muito, muito comum”. Ela continuou: “Acho que agora que as mulheres estão escrevendo, dirigindo, produzindo, filmando e participando cada vez mais da produção cinematográfica, os filmes são menos sobre homens escrevendo sobre suas fantasias de como as mulheres são, e as atrizes são menos solicitadas a retratar a fantasia masculina”.
