Com a proximidade da convenção nacional do PMDB, prevista para março, o vice-presidente Michel Temer desembarcou, na terça-feira, em Brasília para tentar negociar a pacificação da bancada da legenda na Câmara dos Deputados e evitar que a disputa também contamine o processo para a sua recondução à presidência da legenda.
Temer ocupa o posto desde 2001 e sua recondução está ameaçada pelo PMDB do Senado. O presidente da Casa, Renan Calheiros (AL), o líder Eunício Oliveira (CE) e o senador Romero Jucá (RR) pretendem apresentar um nome para presidir o partido na convenção.
“Acho que precisamos de muita harmonia. O ano novo enseja, pelo menos no começo, essa ideia de harmonia absoluta, harmonia no País, harmonia no PMDB, nas bancadas e em todos os locais que precisamos”, afirmou Temer. Questionado sobre como espera que seja sua relação com a presidenta Dilma Rousseff neste ano, ele disse: “harmoniosa”.
A posição de Temer neste início de ano sobre a disputa na bancada difere da que ele teve no fim do ano passado, quando se movimentou nos bastidores para substituir o então líder Leonardo Picciani (RJ) – próximo ao Palácio do Planalto – pelo deputado Leonardo Quintão (MG), ligado ao grupo favorável ao processo de impeachment.
