O presidente Michel Temer comemorou seus 77 anos junto a família nesse sábado. Pela manhã, tomou café com filhos e netos em São Paulo. Sem agenda pública oficial, o peemedebista voltou a Brasília, onde passou a tarde com a primeira-dama Marcela Temer e o filho Michelzinho no Palácio do Jaburu.
Às vésperas do início da tramitação da segunda denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da União) na Câmara dos Deputados, Temer deve receber aliados neste domingo. Os encontros com líderes da base governista no fim de semana já se tornaram tradicionais. Entre felicitações pelo aniversário e definições de agenda da semana, Temer deve discutir a estratégia para driblar mais uma denúncia.
Com o envio da denúncia à Câmara dos Deputados, o Palácio do Planalto começou na sexta-feira a fazer o mapa de votações na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). A meta estipulada pela equipe política é conseguir pelo menos 43 votos favoráveis ao peemedebista na comissão parlamentar.
A aposta do Palácio do Planalto é que o presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), indique para a relatoria um nome da base governista, mas que não seja tão afinado ao presidente. A equipe presidencial dá como certo que não será nem um nome do PMDB nem um nome do PSDB.
O presidente quer concluir a tramitação em plenário no início da segunda quinzena de outubro, possibilitando, assim, que a reforma previdenciária seja votada antes de novembro. O receio é de que caso a mudança nas aposentadorias não comece a ser votada em outubro, não será possível conclui-la neste ano, aumentando o risco de derrota já que 2018 é ano eleitoral.
A iniciativa precisa ser apreciada em dois turnos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal e o quórum parlamentar em dezembro costuma ser baixo. Para agilizar o processo, o Palácio do Planalto quer abrir mão do prazo completo para a defesa para agilizar o processo e concluí-lo em três semanas.
Em julho, o presidente cogitou promover uma nova reforma ministerial, mas com o cronograma de votações ele decidiu adiá-la para o ano que vem. A ideia é aproveitar a saída de pelo menos seis ministros em abril, para a disputa eleitoral, para contemplar a base aliada.
Novo advogado
O criminalista Eduardo Pizarro Carnelós é o novo defensor de Michel Temer. Ele foi indicado pelo advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que renunciou alegando ‘conflito ético’ porque já defendeu o doleiro Lúcio Funaro – delator que imputa ao peemedebista envolvimento em esquemas de corrupção e enriquecimento ilícito.
Na sexta-feira, Temer reuniu-se com Mariz no escritório do criminalista, que ocupa andar inteiro de um prédio da Avenida Paulista esquina com a Alameda Campinas. À reunião estava presente Carnelós. Nela, Temer disse a Mariz que ‘não abre mão’ de seu concurso em outros casos.
