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Michel Temer salvou o País do caos? A História vai julgar

Emedebista citou o parcelamento das dívidas previdenciárias. (Foto: EBC)

O governo de Michel Temer, que foi competente para tirar em dois anos o País da maior crise da sua história (superior ao “crash” de 1929), não foi, no entanto, competente para traduzir aos brasileiros a dimensão dessa tarefa. Na oportunidade que teve para explicar esses êxitos, o período das eleições presidenciais, o candidato de seu partido, Henrique Meirelles, preferiu descolar dessas realizações e acabou colhendo um rotundo fracasso.

Foram medidas impopulares mas necessárias e eficazes para enfrentar a crise. A Fundação Ulysses Guimarães – braço de estudos políticos do MDB – produziu um documento minucioso sobre esse período. Agora, o julgamento do governo fica pra a História.

PIB cresceu 7%

Em 2017, saindo da recessão, o governo Temer conseguiu reverter a queda do PIB, que em 2016 era de 5,9% negativo, em dezembro de 2016 passou para 3,6% negativo e em dezembro de 2017 atingiu 1% positivo. Na verdade, cresceu impressionantes 7 pontos! O PIB representa a soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços finais produzidos em uma determinada região durante um determinado período, medindo assim a atividade econômica e a riqueza do País.

Inflação despencou

A inflação, que corrói de forma invisível a renda do cidadão e que chegou a mais de 10% em 2015, encerrou 2017 com inéditos 2,95%. Com previsão de se manter no centro da meta até 2020.

Taxa básica de juros

Tendo atingido 14,25% em 2015,a taxa de juros foi reduzida progressivamente , chegando a 6,50%, a partir de março de 2018. Embora não tenha chegado nessa dimensão na conta-corrente ou no cartão de crédito do cidadão, essa redução alivia o custo de financiamento da dívida pública provoca efeitos importantes sobre o crédito, o investimento privado e o consumo das famílias.

Emprego

Em 2014 o desemprego era de 4,8%, mas desde o início da recessão não parou de subir e quando Temer assumiu, em 2016, o índice estava no limite de 13%. Hoje, esse número caiu e está por volta de 11,9%, em torno de 12 milhões de pessoas.

Divida pública poderia chegar a 201% do PIB

No início do governo Temer, a dívida pública atingiu 67% do PIB e seguia em crescimento, em razão da combinação de diversos fatores, como juros altos e déficits fiscais. Com várias medidas, muitas delas impopulares, Temer mudou essa rota impedindo que a dívida chegasse a 102% do PIB em 2022.

Enfrentando a crise fiscal

Foi elaborado o documento “Ponte para o Futuro” com a proposta de severos ajustes das contas públicas através do controle e da redução das despesas, sem elevar a carga tributária. Temer, sem pensar na eleição e focando o futuro do País, tomou iniciativas nada simpáticas. Além da Reforma da legislação trabalhista, bancou a Emenda Constitucional do Teto, que estabeleceu um novo regime fiscal, determinando crescimento real zero para as despesas primárias do governo central. A outra foi a proposta da reforma da Previdência, que foi aprovada na Comissão Especial da Câmara mas ainda espera votação no plenário da Câmara dos Deputados.

Artifício impediu votação da reforma da Previdência

A reforma da Previdência, que desataria o nó da crise fiscal, embora contrariando grandes interesses e privilégios, não foi aprovada apenas porque exatamente no momento em que dispunha de maioria no Congresso, o governo foi atingido pela “delação gambiarra” que fragilizou Temer. A delação, viu-se depois, apresentava falhas jurídicas gravíssimas. Mas esfriou o debate da reforma.

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