Ícone do site Jornal O Sul

Michel Temer trocou líderes no Congresso para negociar a emenda da Previdência em posição de força

Caberá a Jucá trabalhar a resistência do PMDB. (Foto: Charles Sholl/Futura Press/Folhapress)

O presidente Michel Temer chamou os principais líderes da Câmara e do Senado a fim de discutir um cronograma para aprovar a reforma da Previdência.

Temer disse aos presentes, em jantar no Palácio do Jaburu, que quer aprovar o texto da proposta nas duas Casas até o fim do primeiro semestre legislativo.

Para isso, pediu ao líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que converse na próxima semana com os líderes da base aliada sobre os deputados governistas indicados para a comissão especial da Previdência. O Planalto está preocupado com a oposição de deputados da base aliada a pontos da reforma considerados cruciais para o governo.

Diante desse cenário, aliados do presidente já discutem, como estratégia, a eventual substituição desses integrantes, caso não se alinhem à orientação do governo.

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) pediu que o Senado fosse incluído no debate nesta fase das discussões na Câmara.

Caberá a Jucá trabalhar a resistência do PMDB, partido de Temer, ao texto no Senado – principalmente conversar com Renan Calheiros, líder do PMDB na Casa.

Calheiros chamou, em vídeo divulgado na internet, de “exagerada” a proposta de reforma da previdência do governo. O vídeo desagradou ao Planalto.

Dança das cadeiras

Temer vai promover uma dança das cadeiras nas lideranças do Congresso. Com a saída de Aloysio Nunes (PSDB-SP), nomeado ministro das Relações Exteriores, o presidente quer deslocar Romero Jucá para a liderança do governo no Senado.

Antes, Temer pediu a peemedebistas que sondassem a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) para a vaga, mas ela recusou. Segundo aliados, a senadora disse aos interlocutores de Temer que estava satisfeita em coordenar as discussões na Comissão de Assuntos Sociais, que preside no Senado. (AG)

Sair da versão mobile