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Milton Cunha fala de novo casamento com corretor de imóveis e lembra sexo com mulheres: “Não queria morrer sem experimentar”

Aos 64 anos, Milton Cunha faz planos de envelhecer ao lado do marido. (Foto: Reprodução)

Quando saiu de Belém rumo ao Rio de Janeiro, em 1982, Milton Cunha tinha um objetivo: ser ator. Ele está cadastrado no banco de talentos da Globo desde os anos 1990 e já fez participações em novelas e séries, ganhando cada vez mais destaque. Em breve, poderá ser visto no longa dos Estúdios Globo “Maravilha!”, estrelado por Marcus Majella.

“É a minha migração do carnaval para o entretenimento e do entretenimento para ficção. Eu vejo esse meu caminho. Comecei fazendo teatro amador em Belém. Quando tirei meu DRT (registro profissional de ator), em 1986, já tinha 16 anos de carreira como ator amador. Então, fui atrás da profissionalização. Ator é a minha primeira profissão, a profissão que tenho em carteira. Sou ator e diretor”, afirma.

No longa, Cunha interpreta um repórter conservador de um jornal. Ele conta como foi viver alguém tão diferente dele: “Esse filme se passa no Pará. Renata Andrade e Thais Pontes, as autoras de ‘Encantado’s’, série da qual eu já participei, escreveram papéis para Gaby Amarantos, Fafá de Belém e para mim. Três paraenses. Este é um universo que eu adoro e no qual me movo com muito prazer. Ser o outro, com outra roupa, com outra tintura no cabelo, com o cabelo bem baixinho de gomalina… Eu fico a cara dos meus tios, do meu pai. É engraçado como elas me colocam como caretão. A minha família vem toda, né? Os senhores de respeito. Eu adoro ser o outro. É um exercício divino. É um processo lento, que eu tenho que ter paciência: pintar o cabelo demora duas horas (a caracterização). A roupa é horrorosa (risos). Mas é a serviço do drama, da dramaturgia.”

Casado com o corretor de imóveis Vitor Moraes, Cunha afirma estar feliz. Aos 64 anos, ele faz planos de envelhecer ao lado do marido: “Ele é a companhia ideal. Ele cuida de mim, me faz rir, se preocupa comigo. Não é do meio artístico. É corretor de imóveis, tem tempo. Eu sou encantado pelo tratamento que ele me dá. E, nesta altura do campeonato, da vida, aos 64 anos, o que é que eu quero? Alguém que cuide de mim. Alguém que pegue no meu braço e me leve. Eu só quero rir, não quero chorar. Então, sim, é uma escolha para o envelhecimento, que só vai chegar aos 70 (risos).”

Na juventude, Cunha já se relacionou com mulheres, mas afirma que sempre se identificou como um homem gay: “Eu quis experimentar tudo, me joguei. Eu não queria morrer sem ter experimentado. Então, eu experimentei, mas anunciava: ‘Olha, meninas, não se apaixonem por mim, porque eu sou gay’. Eu experimentei de tudo: gordo, magro, alto, baixo, tudo. Mas sou gay e sempre fui muito aberto. Quando, aos 5 anos, meu pai falava do meu olhar na mesa do jantar, eu já dizia: ‘Não se engane mesmo, eu sou isso mesmo. Não se engane’. Então, eu preferia apanhar a virar outra coisa. Então, se a briga, o espancamento era para me fazer retroceder, tudo isso só me fez cada vez mais assumir. No sentido de: ‘Olha, esse é o ar que eu respiro. Isso é o que eu sou, é inegociável’. E eu disse para os meus pais: ‘Olha, vocês fizeram as suas escolhas, não adianta agora jogar culpa em filho, e eu estou indo embora, porque o meu trem está passando agora, aos 19 anos’. Então, eu preferi jogar com a verdade, com clareza.” As informações são do jornal O Globo.

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