A Operação Isis, realizada pelo Ministério da Agricultura, reprovou 59,7% das amostras de azeite de oliva de 107 marcas de 65 empresas comercializadas no Brasil. Trezentos mil litros de produtos irregulares foram retirados do mercado, segundo a pasta. Além disso, outros 400 mil litros de outros produtos classificados como temperos, mas com rótulos de azeite de oliva, também foram recolhidos.
A fiscalização dividiu as marcas em dois grupos. No primeiro, 39 empresas tiveram 108 lotes de amostras aprovados. Já no segundo grupo, 26 empresas tiveram 160 lotes reprovados. Para a análise, foram solicitadas a comprovação de compra da matéria-prima e a nota fiscal de saída do produto. O ministério constatou que muitas empresas não apresentaram fundamentos para vender azeite de boa qualidade.
A fraude mais recorrente é a mistura do azeite de oliva com outros tipos de óleos. As empresas com lotes reprovados por fraude foram punidas com autuação e multa com valor mínimo de R$ 5 mil, acrescido de 400% sobre o valor da mercadoria. A ação teve início em janeiro e terminará em dezembro, com previsão de avaliar mais 470 amostras do produto em todo o Brasil.
Os produtos apreendidos ficam proibidos para consumo humano, mas estão liberados para reciclagem industrial, principalmente a fabricação de sabão. O Brasil é o segundo maior importador mundial de azeite de oliva, atrás apenas dos Estados Unidos. Em 2017, o País importou 60 mil toneladas do óleo.
“O consumidor precisa estar atento e não se deixar enganar pelas embalagens bonitas com ilustrações de azeitona ou com referências a Portugal e Espanha”, afirmou a coordenadora-geral de Qualidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Fátima Parizzi. “Outro ponto muito importante é o preço. O consumidor deve desconfiar da unidade de 500 mililitros vendida por menos de R$ 10. De acordo com ela, no rótulo, para que o produto seja considerado “azeite de oliva virgem” ou “extravirgem” não é permitida a presença de óleos vegetais refinados, de outros ingredientes e aromas ou sabores de qualquer natureza. No caso de azeite de oliva refinado, o rótulo mencionará obrigatoriamente que é do “tipo único”.
Marcas reprovadas
As marcas reprovadas pelo Ministério da Agricultura são: Aldeia da Serra, Andaluzia, Anna, Barcelona, Casablanca, Castelo Real, Chef Ávilo Clássico, Conde de Torres, Do Chefe, Dom Cabral, Dom Gameiro, Donana Premium, Don Léon, Faisão Real, Faisão Real Gourmet, Fátima, Figueira da Foz, Imperatore, Lisboa, Lisboa Premium, Lisboa Tipo Único, Malaguenza, Mariza, O Vira, Olivenza, Paschoeto, Pazze, Porto Galo, Porto Valência, Pramesa, Quinta D’Aldeia, Quinta da Boa Vista, Quinta do Cais, Quinta do Fijô, Restelo, Rioliva, San Domingos, Santa Isabel, Serra de Montejunto, Temperatta, Tordesilhas, Torezani Premium, Torres de Mondego, Tradição, Vale Fértil e Vila Verona.
Marcas aprovadas
As marcas aprovadas nos testes são: Alianza, Andorinha, Andorinha Tipo Único, Báltico, Beirão, Belo Porto, Bom Dia, Borges, Borges Clássico, Borges Tipo Único, Carbonell, Carrefour, Castelo, Coccinero, Coimbra, D’Aguirre, De Cecco, Dia %, Dia % Tipo Único, DOP Sardegna, EA, Felippo Berio, Fiord’Olio, Fonte Mouro, Gallo, Gallo Tipo Único, Great Value, Herdade do Esporão, L’Olio de Cecco, La Española, La Violetera, Le Terrazze, Maria, Monde, Monini, Monte Santo Adrião, Nova Oliva, Olitalia, Oleificio del Golf, Olivas do Sul, O-Live, Oliveira da Serra Classico, Paganini Grezzo Naturale, Pala D´Oro, Rafael Salgado, Rahma, RAR, Renata, Romulo, Sanmarco, Serrata, TAEQ, Terra De Camões, Terra de Camões Tipo Único, Terrano, Terrano, Tipo Único, Verde Louro, Verdeal, Verdemar, Vilamoura e Y Barra.
