Após o primeiro caso de mpox notificado em Porto Alegre, o Ministério da Saúde disse que o SUS (Sistema Único de Saúde) está preparado para a identificação precoce da doença. Ao todo, este ano, o Brasil registrou 47 casos, com predominância de quadros leves ou moderados, sem registro de óbitos. Em relação ao caso da Capital gaúcha, a pasta disse que trabalha em conjunto com a vigilância local.
Segundo o painel epidemiológico do Ministério, este ano o número de casos está pelo menos cinco vezes menor do que no mesmo período do ano passado. Entre janeiro e fevereiro de 2025, o Brasil já registrava 260 casos.
“O País segue com vigilância ativa e resposta estruturada para a mpox e reforça que o Sistema Único de Saúde está preparado para a identificação precoce, manejo clínico adequado e acompanhamento dos pacientes. As equipes de vigilância seguem monitorando e investigando os casos, com rastreamento de contatos pelo período de 14 dias, medida essencial para interromper possíveis cadeias de transmissão”, diz.
Prevenção
A pasta orienta que pessoas com sintomas compatíveis com mpox, como erupções cutâneas, febre e linfonodos inchados, devem procurar uma unidade de saúde para avaliação clínica e informar histórico de contato próximo com casos suspeitos ou confirmados.
“Recomenda-se, sempre que possível, o isolamento até avaliação médica, além da adoção de medidas de higiene, como a lavagem frequente das mãos, para reduzir o risco de transmissão”, reforça.
Nova variante
Uma nova cepa recombinante do vírus da mpox foi identificada em dois casos detectados no Reino Unido e na Índia. Segundo a Organização Mundial da Saúde, esses registros indicam que o vírus pode estar circulando mais amplamente do que o documentado até agora. Apesar disso, a avaliação global de risco permanece inalterada.
Os dois pacientes apresentaram sintomas semelhantes aos já observados em outros casos da doença e não tiveram quadros graves. O rastreamento de contatos não identificou novas infecções associadas.
O Ministério da Saúde afirmou que, até o momento, os casos identificados no Reino Unido e na Índia não apresentam registro de formas graves ou aumento de hospitalizações. Com base nas informações disponíveis até a última atualização desta reportagem, a pasta classifica o risco no Brasil como baixo.
O virologista Flavio Guimarães explica que normalmente a doença evolui de forma benigna e que os óbitos observados no Brasil e no mundo são de pessoas com algum tipo de comorbidade, como o HIV.
O Brasil tem um estoque de vacina para o mpox, mas ela é usada principalmente em homens que fazem sexo com homens e em profissionais de saúde.
O médico destaca que os sintomas do mpox são muito parecidos com os da catapora e por isso é importante fazer o diagnóstico correto. (Com informações dos portais R7 e G1)
