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Ministério da Saúde registra 739 suspeitas de microcefalia e investiga uma morte

O ministro da Saúde, Marcelo Castro (ao microfone), durante entrevista ontem em Brasília. (Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde informou ontem que já foram notificados 739 casos suspeitos de microcefalia em 160 cidades de nove Estados do País. Há uma morte sendo investigada, no Rio Grande do Norte. A principal hipótese para o surto continua sendo o contágio por zika vírus – identificado no Brasil pela primeira vez em abril. A microcefalia faz com que o bebê nasça com o crânio menor do que o normal.

O maior número de ocorrências foi registrado em Pernambuco – 487. Outros Estados com mais registros foram: Paraíba (96), Sergipe (54), Rio Grande do Norte (47), Piauí (27), Alagoas (10), Ceará (9), Bahia (8) e Goiás (1). Até o dia 16 deste mês, quando foi divulgado o último boletim, havia 399 casos, em sete Estados.

O aumento dos casos de microcefalia e a hipótese de uma relação com o vírus foram comunicados à diretora da OPAS-ONU (Organização Pan-Americana de Saúde da Organização das Nações Unidas), Carissa Etienne, na semana passada. O zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a dengue e o chikungunya.

Até o momento, não há nenhum tipo de tratamento disponível para a fase aguda da infecção por zika vírus, que dura cerca de três dias. O Ministério da Saúde orienta que grávidas ou mulheres que pretendem engravidar tenham cuidado redobrado para evitar infecções virais.

Os principais sintomas são febre baixa e manchas pelo corpo (exantema). Caso a relação do vírus com a anomalia na gravidez seja confirmada, o ministério afirma que vai “trabalhar ainda mais na prevenção e no combate ao mosquito transmissor”.

O ministro Marcelo Castro disse considerar diversas possibilidades para o combate à doença, que variam entre pôr telas com inseticidas em casas a inserir mosquitos transgênicos no meio ambiente. (AG)

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