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Ministério Publico Federal estabeleceu que, em 2016, os principais objetivos da Operação Lava-Jato serão identificar mais contas no exterior

Deltan Dallagnol é o coordenador da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O MPF (Ministério Público Federal) estabeleceu que, em 2016, os principais objetivos da Operação Lava-Jato serão identificar mais contas no exterior usadas no esquema de corrupção na Petrobras, fechar o cerco contra empresas estrangeiras envolvidas e triplicar o número de acusações formais contra personagens sob investigação pela força-tarefa. Segundo o MPF, até o momento, foram repatriados 659 milhões de reais de contas no exterior, segundo o mais recente balanço da operação. Desse total, cerca de 100 milhões de dólares só com o ex-gerente da estatal petroleira Pedro Barusco.
“Podemos dizer que um número muito pequeno de contas mantidas ilegalmente no exterior por corruptos e corruptores veio ao Brasil. Tem muita coisa por vir ainda”, ressaltou o coordenador da força-tarefa da Lava-Jato, o procurador da República Deltan Dallagnol.
A estratégia, segundo o MPF, será ampliar parcerias com órgãos internacionais de investigações. Dallagnol citou como exemplo a bem-sucedida troca de informações com o Ministério Público da Suíça, que encontrou contas no exterior do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
A Lava-Jato realizou 86 pedidos de cooperação internacional em 36 países. Desse total, há 77 pedidos de cooperação com 28 nações em vigor. Essas parcerias permitem, por exemplo, o bloqueio de bens dos envolvidos no esquema de corrupção.

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