O MPF (Ministério Público Federal) pediu a conversão da prisão temporária do lobista João Rezende Henriques em preventiva. Apontado pela Operação Lava-Jato como o maior operador de propina na Diretoria Internacional da Petrobras, a prisão temporária de Henriques venceu na sexta-feira.
Cabe ao juiz Sergio Moro, responsável pelos processos de primeira instância da Lava-Jato, decidir sobre o pedido. Dentre as possibilidades está o fim da prisão temporária e a liberação do preso, a prorrogação da temporária em mais cinco dias, ou, conforme o pedido do MPF, a conversão em preventiva – sem prazo para terminar.
Entre os dados que embasam o pedido está um depoimento prestado por Henriques à PF (Polícia Federal). Segundo o MPF, ele reconheceu que operava contas no exterior e que fazia alguns pagamentos para “amigos”. Ele não informou os nomes, no entanto.
“Trata-se, na realidade de uma espécie de confissão parcial e qualificada do investigado. Ele não trata dos fatos na completude e nega as consequências jurídicas ilícitas de sua conduta”, afirmaram
os procuradores.
O MPF sustenta ainda que Henriques ainda mantém influência dentro da Petrobras através de amigos com cargos na estatal, e que ele também confirmou ter conhecimento de bastidores políticos envolvendo o PMDB.
A 19 etapa da Lava-Jato, deflagrada na segunda-feira, foi considerada um avanço em relação à investigação de outras três etapas da operação. A PF associa o nome de Henriques ao PMDB, uma vez que ele agiria como operador do partido. A direção do PMDB afirma que jamais autorizou ninguém a agir como intermediário, lobista ou operador junto à Petrobras. Henriques está detido na carceragem da PF em Curitiba (PR).
Ministério Público Federal quer prisão preventiva para suposto operador do PMDB

Cabe ao juiz Sergio (foto) Moro, responsável pelos processos de primeira instância da Lava-Jato, decidir sobre o pedido. (Foto: reprodução)