O MPF (Ministério Público Federal) reforçou o pedido da condenação judicial contra o ex-ministro José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e outros 12 réus de uma ação penal da 17ª fase da Operação Lava-Jato, batizada de Pixuleco.
O documento com as alegações finais foi protocolado no sistema da Justiça Federal do Paraná no final da noite de quinta-feira (07). Entre os crimes citados estão corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As alegações finais são a última etapa na tramitação dos processos, antes da sentença do juiz.
Na 17ª fase da Lava-Jato, os investigadores focaram em irregularidades de contratos com empresas terceirizadas, contratadas pela Diretoria de Serviços da Petrobras, que pagavam uma prestação mensal para Dirceu através de Milton Pascowitch – lobista e um dos delatores da Lava-Jato. Para o MPF, o ex-ministro Dirceu enriqueceu dessa forma.
A denúncia, que foi aceita pelo juiz Sérgio Moro no dia 15 de setembro do ano passado, envolve atos ilícitos no âmbito da Diretoria de Serviços da Petrobras e abarca 129 atos de corrupção ativa e 31 atos de corrupção passiva, entre os anos de 2004 e 2011. O valor de corrupção envolvido nestes atos foi estimado em R$ 60 milhões, e cerca de R$ 65 milhões foram lavados, segundo o procurador da República Deltan Dallagnol.
A participação da Engevix e seus executivos se dava através de projetos da empreiteira com a Diretoria de Serviços da Petrobras, segundo o procurador Roberson Pozzobon. “Dentro desses projetos, foram efetuados depósitos em favor dos operadores Milton Pascowitch e seu irmão José Adolfo”, explicou.
“Estamos diante de um dos maiores casos de corrupção já revelados no País. Não se pode tratar a presente ação penal sem o cuidado devido, pois o recado para a sociedade pode ser desastroso: impunidade ou reprimenda insuficiente”, ressaltou o MPF nas alegações finais. (AG)
