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Ministra Cármen Lúcia aumenta pressão sobre o Supremo ao criar regras de conduta para a Justiça Eleitoral

(Foto: Luiz Roberto/TSE)

A ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se antecipou ao debate sobre a adoção de um código de ética no Supremo Tribunal Federal (STF) e anunciou na segunda-feira (2), dez recomendações de conduta para magistrados da Justiça Eleitoral.

Com o movimento, a ministra amplia a pressão por uma iniciativa semelhante no Supremo. A proposta, no entanto, enfrenta resistências de uma ala do tribunal.

Veja as recomendações de Cármen Lúcia:

– 1. Publicidade de audiências;

– 2. Comedimento em intervenções e manifestações públicas ou em agendas particulares profissionais sobre o processo eleitoral;

– 3. Não comparecer em eventos públicos ou privados com candidatas ou candidatos, seus representantes, integrantes ou interessados diretos ou indiretos na campanha eleitoral;

– 4. Não manifestar preferências políticas;

– 5. Não receber ofertas, presentes ou favores que ponham em dúvida sua imparcialidade;

– 6. Não emitir sinalizações favoráveis ou contrárias a candidatas ou candidatos, partidos políticos ou ideologias;

– 7. Não julgar casos de escritórios de advocacia que integram;

– 8. Não se comprometer com atividades não judiciais que afetem o cumprimento de seus deveres funcionais;

– 9. Tornar públicos atos judiciais e administrativos;

– 10. Transparência como imposição republicana.

Código de ética

As diretrizes criadas pela presidente do TSE servem como pista do que poderá ser debatido em breve no Supremo. Isso porque a própria Cármen Lúcia foi designada relatora da proposta de código de ética para o STF.

Segundo a presidente, o eleitor espera ética na atuação de juízes e servidores da Justiça Eleitoral. “Do Judiciário eleitoral, o eleitorado não apenas espera atuação ética, eficiente e estritamente adequada à legislação vigente, como todas as pessoas contam que o corpo de juízes e servidores da Justiça Eleitoral atue de forma honesta, independentemente de pressões ou influências para garantia de realização de eleições sobre as quais não pendam dúvidas sobre a lisura do pleito”, afirmou. As informações são da revista Veja e da Agência Brasil.

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