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Economia Ministro da Economia afirma que o desemprego no Brasil está menor do que antes da pandemia

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O Brasil estará presente em Davos com os ministros da Economia, Paulo Guedes (na foto), e da Saúde, Marcelo Queiroga. (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a excelente recuperação do Brasil no pós-pandemia é comprovada por números como a diminuição da taxa de desemprego, que está em nível inferior ao registrado no início da pandemia.

“O desemprego foi de 12% para 14,5% e agora está em 11,1%. Então está menor agora do que quando a covid veio”, declarou durante evento promovido pelo Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês).

Dados da Pnad Contínua, do IBGE, mostram que a taxa de desemprego fechou em 11,1% no quarto trimestre de 2021. No primeiro trimestre de 2020, quando a pandemia iniciou, o indicador estava em 12,4%. O nível mais alto registrado foi de 14,9%, no terceiro trimestre de 2020 e no primeiro trimestre de 2021.

Guedes disse que o país se recuperou bem do primeiro choque e conseguiu equalizar o gasto público, que depois de uma elevação durante o auge da pandemia, está num patamar inferior. Ele também reforçou que com a vacinação em massa a pandemia praticamente “foi embora” e que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, já havia declarado o fim da pandemia no país.

Invasão russa

Guedes também comentou sobre a guerra na Ucrânia. Ele reiterou que o Brasil se posicionou contra a invasão e repetiu o discurso do Itamaraty sobre as sanções econômicas contra o país.

O ministro disse que geopoliticamente o país mandou uma mensagem alta e clara de que discordava da invasão russa e citou a posição do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, que condenou a invasão. Ponderou, no entanto, sobre as sanções econômicas serem seletivas e unilaterais, sem a aprovação do Conselho de Segurança, o que contrariaria a própria Constituição.

Ele admitiu, entretanto, que as sanções são respostas civilizadas ao confronto.

Questionado sobre a visita do presidente Jair Bolsonaro ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, o ministro reconheceu que o timing foi inapropriado.

Ingresso na OCDE

Guedes ressaltou que o Brasil está em uma situação complexa: não é um paíse integrante da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas faz parte dos Brics – grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia e China – e que foi o único país destes a se posicionar sobre a guerra.

Em relação ao ingresso do Brasil na OCDE, Guedes se mostrou animado e disse acreditar que o secretário-geral da OCDE, Mathias Corman, e demais membros da organização entendem a importância de o país entrar no grupo. O ministro destacou que o Brasil é relevante para três agendas vitais para o futuro: a ambiental e de segurança alimentar e energética.

Nesse mesmo contexto, o ministro disse estar confiante em relação à assinatura do acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que está travado por falta de acordo em relação à agenda ambiental: “Estamos esperando a decisão. Acho que os europeus estão entendendo a importância da região (Mercosul) para segurança alimentar e energética.” As informações são do jornal O Globo.

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