O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse, nesta terça-feira (27), que o governo pode utilizar recursos emprestados pelo Tesouro para programas de crédito do BNDES, como o PSI (Programa de Sustentação do Investimento), para diminuir a dívida pública.
Durante seminário que debateu investimentos estrangeiros no Brasil e brasileiros no exterior, o ministro negou, entretanto, que esses recursos seriam usados para pagar pedaladas fiscais. “O dinheiro é do Tesouro. Se vai ser usado ou não a gente vai ver. Pode ser que haja conveniência de se diminuir a dívida pública com recursos que estão temporariamente ociosos”, disse o ministro ao se referir à decisão aprovada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) na última sexta-feira (23) de reduzir em R$ 30,5 bilhões o limite estabelecido para operações do PSI.
“São recursos públicos que foram emprestados para o banco. Na medida em que o projeto PSI não vai ter a magnitude (esperada), há conveniência de haver uma antecipação de devolver o dinheiro que foi emprestado [ao BNDES] pelo Tesouro”, ressaltou.
Questionado se os recursos seriam destinados a pagar as pedaladas fiscais, disse irritado: “Não vai ser usado para pagar pedalada. Não se trata disso. Há atrasos de pagamentos para instituições financeiras que nós vamos regularizar.”
