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Ministro da Saúde afirma que podem faltar vacinas no País caso cada Estado siga suas próprias regras de imunização

A chegada do imunizante aos postos depende do Ministério da Saúde. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O Ministério da Saúde informou, por meio de nota oficial, nesta quarta-feira (1º), que não garantirá doses de vacinas contra a covid-19 para os Estados e municípios que adotarem esquemas vacinais diferentes dos que foram definidos e recomendados pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO).

“As alterações nas recomendações do PNO podem influenciar na segurança e eficácia das vacinas na população e podem, ainda, acarretar na falta de doses do Plano Nacional de Vacinação para completar o esquema vacinal na população brasileira”, alertou a pasta.

As mudanças de alguns pontos acordados no Programa Nacional de Imunização (PNI) feita por alguns estados e cidades têm sido alvo de críticas constantes do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Para ele, decisões tomadas fora do PNI geram “calor” ao invés de gerar “luz”.

Entre as últimas críticas do ministro, estavam a decisão de incluir adolescentes na campanha de imunização contra a covid-19 e também a intercambialidade de imunizantes em grávidas, ações adotadas por alguns estados, sem o aval do Ministério da Saúde.

Na última semana, durante coletiva de imprensa, Queiroga disse que existe risco de faltar doses de imunizantes caso cada Estado siga as próprias regras e não as normas indicadas pela pasta.

“Se cada um quiser criar um regime próprio, o Ministério da Saúde, lamentavelmente, não terá condição de entregar doses de vacinas. Temos que nos unir aqui para falar a mesma língua. Se for diferente, vai faltar dose mesmo. Não vale ir para a Justiça, o direito de ir para a Justiça é um direito universal e constitucional, mas o juiz não vai assegurar dose que não existe”, disse.

Coronavac

Os resultados do estudo encomendado pelo Ministério da Saúde para avaliar a aplicação de uma terceira dose em pessoas imunizadas com a Coronavac foram encaminhados na semana passada para a Universidade de Oxford. A instituição inglesa fará a análise para mensurar a resposta imune após seis meses da segunda dose da Coronavac e o potencial de cada imunizante testado em aumentar a proteção contra a covid-19 e as cepas variantes.

De acordo com Sue Ann Clemens, coordenadora da pesquisa, o estudo finalizou na terça-feira (31) a aplicação de uma dose de reforço em todos os 1.200 voluntários. Foram testadas como dose de reforço as vacinas em aplicação no país (Oxford/AstraZeneca, Coronavac, Janssen e Pfizer/BioNTec) em pessoas já imunizadas com duas doses da Coronavac em São Paulo e em Salvador.

Pela cronologia da pesquisa, 30 dias após a aplicação da terceira dose serão feitas novas coletas de sangue nos voluntários e as amostras serão encaminhadas para a Universidade de Oxford, para finalizar a análise prevista, gerando dados únicos em relação ao reforço de pessoas que tomaram duas doses da Coronavac com vacinas combinadas para a comunidade internacional.

A expectativa é que os resultados preliminares saiam em outubro e sejam disponibilizados para o Ministério da Saúde, que pretende utilizar os dados para guiar as recomendações da aplicação da terceira dose da vacina na população brasileira.

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