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Ministro do Supremo André Mendonça retira sigilo de ação sobre rede de pagamentos do Banco Master

Abertura de informações detalhadas de relatório do Coaf havia sido pedida pelo presidente do STF. (Foto: Luiz Silveira/STF)

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo de dados sobre pagamentos do Banco Master detalhados em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A medida foi tomada em atendimento a uma solicitação do presidente da Corte, ministro Luiz Edson Fachin.

O pedido de Fachin ocorreu após o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, manifestar-se nessa segunda-feira (14) favoravelmente à divulgação do documento. A manifestação foi apresentada em resposta a uma solicitação feita pelo ministro Alexandre de Moraes, que pediu acesso aos dados relacionados ao caso.

Mendonça realizou a alteração diretamente no sistema processual do Supremo, sem proferir uma decisão específica determinando a retirada do sigilo. Com a mudança, o conteúdo do relatório passou a estar disponível no processo para os ministros do tribunal.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os autos relacionados ao material não estavam disponíveis para consulta pelo órgão. Ao se manifestar sobre o pedido, Chateaubriand defendeu que o sigilo fosse retirado por considerar que o documento é relevante para a análise do caso pelos integrantes do Supremo.

Na manifestação, o vice-procurador-geral afirmou que se trata de um “documento tido como relevante para que ministro desse tribunal possa compreender a totalidade dos fatores que o tema a ser debatido envolve”.

A determinação de Fachin para que a PGR se manifestasse sobre a retirada do sigilo ocorreu depois de Moraes encaminhar, no domingo (13), um ofício ao presidente do STF. No documento, Moraes afirmou que Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master, não havia disponibilizado uma parte da investigação que, segundo ele, contém “elementos essenciais para o julgamento”.

Moraes também solicitou que os dados fossem disponibilizados aos demais ministros do Supremo. Após receber o pedido, Fachin encaminhou a questão à Procuradoria-Geral da República para que o órgão apresentasse sua manifestação.

O episódio envolve informações produzidas a partir de dados financeiros relacionados ao Banco Master e a fundos ligados à instituição. O material foi elaborado pelo Coaf e integra os documentos reunidos no processo que está sob relatoria de Mendonça no STF.

Em março deste ano, a Polícia Federal (PF) já havia solicitado ao ministro que disponibilizasse aos investigadores informações sigilosas contidas no material. O pedido, no entanto, ainda não havia sido analisado pelo relator.

Segundo a solicitação apresentada pela PF, o objetivo era obter dados que permitissem detalhar o sistema de pagamentos utilizado pelo Banco Master e por fundos vinculados à instituição. As informações fazem parte dos elementos que vêm sendo analisados no âmbito das investigações relacionadas ao banco.(Com informações da Folha de S.Paulo)

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