O presidente Jair Bolsonaro nomeou o deputado Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) para assumir novamente o cargo de ministro do Turismo. O decreto foi publicado na edição desta quinta-feira (07) do Diário Oficial da União.
Ele foi exonerado nesta quarta-feira (06) para tomar posse no cargo de deputado. Antônio era o único parlamentar eleito que ainda não havia tomado posse – ele estava em licença médica, segundo a assessoria.
Marcelo Álvaro Antônio foi reeleito em outubro para o segundo mandato como deputado federal. Ele conquistou a vaga na Câmara como o candidato mais votado em Minas Gerais, com 230 mil votos. Antônio tomou posse na Câmara dos Deputados na tarde desta quarta. Ele chegou ao plenário em uma cadeira de rodas por causa de uma cirurgia na perna.
Os outros três ministros – Onyx Lorenzoni (DEM-RS), da Casa Civil; Tereza Cristina (DEM-MS), da Agricultura; Osmar Terra (MDB-RS), da Cidadania – foram exonerados para tomar posse e já foram nomeados novamente.
Posse
Marcelo Álvaro Antonio chegou à Câmara em uma cadeira de rodas e tomou posse às 14h57min. Seguindo o protocolo, jurou “manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”.
Logo depois, agradeceu a Herculano Passos (MDB-SP), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo, pela indicação para a pasta. Questionado sobre o motivo pelo qual a exoneração foi assinada pelo ministro Sérgio Moro (Justiça), disse não saber. “Foi uma questão meramente protocolar. Não sei falar exatamente o motivo”, declarou.
Segundo a Casa Civil da Presidência, é praxe o ministro da Justiça assinar atos dessa natureza. Moro, no entanto, não assinou as exonerações de outros ministros que deixaram os cargos para tomarem posse na Câmara na semana passada.
A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) deu parabéns a Bolsonaro pela exoneração do ministro, em sua rede social. “[A exoneração] é a atitude correta, inclusive para que o ex-ministro cuide de sua defesa sem que os trabalhos no ministério fiquem prejudicados. Parabéns, Presidente!”
Na última segunda-feira (4), reportagem do jornal Folha de S.Paulo revelou que o ministro do Turismo de Bolsonaro, o deputado federal mais votado em Minas, patrocinou um esquema de candidaturas laranjas no Estado que direcionou verbas públicas de campanha para empresas ligadas ao seu gabinete na Câmara.
Após indicação do PSL de Minas, presidido à época pelo próprio Álvaro Antônio, o comando nacional do partido do presidente Jair Bolsonaro repassou R$ 279 mil a quatro candidatas. O valor representa o percentual mínimo exigido pela Justiça Eleitoral (30%) para destinação do fundo eleitoral a mulheres candidatas.
