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Ministro Ricardo Lewandowski nega incluir áudios de Sérgio Machado no processo de impeachment

Ministro do STF argumentou que caso está sob segredo de Justiça. (foto: reprodução)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, negou nesta terça-feira (7) pedido da defesa da presidente Dilma Rousseff para incluir no processo de impeachment que tramita no Senado gravações de conversas do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com políticos da cúpula do PMDB.

O pedido havia sido feito pelo advogado da presidente afastada Dilma Rousseff, o ex-ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) José Eduardo Cardozo, na última sexta-feira (1°). A defesa da petista argumentava que a inclusão das conversas provaria que o impeachment foi aberto com desvio de poder.

Sérgio Machado, que assinou acordo de delação premiada, gravou o senador Romero Jucá (PMDB-RR) dizendo que é preciso um “pacto” para “estancar a sangria” causada pela Operação Lava-Jato, que investiga desvios de dinheiro em contratos da Petrobras e envolve vários políticos. Em outra gravação, o ex-presidente da República e ex-senador José Sarney (PMDB-AP), diz haver uma “ditadura da Justiça” no país.

Ao rejeitar o pedido de Dilma, Lewandowski argumentou que o caso ainda está sob segredo de Justiça, em razão de uma delação premiada. Segundo o ministro, o objetivo do sigilo é resguardar as investigações e preservar o colaborador. (AG)

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