Ministros ligados a partidos que compõem a base aliada do Palácio do Planalto no Congresso Nacional trabalham para não terem que deixar os seus cargos, em meio à maior crise política que atinge o governo do presidente Michel Temer desde que o peemedebista assumiu o cargo, há mais de um ano, no lugar da petista Dilma Rousseff, em meio ao início do processo de impeachment.
Os titulares das pastas que pertencem às cotas do PSD e do PRB – legendas com a quinta (37 deputados) e a oitava (23 deputados) maiores bancadas da Câmara dos Deputados têm mantido conversas com os seus parlamentares, a fim de evitar “rebeliões” e ameaças de debandada.
Com seus nomes na mira da Operação Lava-Jato, os ministros da Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD), e da Indústria, Marcos Pereira (PRB), precisam de seus respectivos cargos para manter o foro privilegiado – atualmente, eles não exercem mandato eletivo no Congresso e perderiam essa prerrogativa de tratamento diferenciado diante da Justiça. Kassab enfrenta dificuldades no Senado, onde a sigla tem quatro integrantes.
No PSB, dono da sexta maior bancada da Casa (35 deputados), o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, tem sido fortemente pressionado a deixar o cargo pela ala da bancada contrária ao governo Temer. De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, este já seria também o desejo de boa parte da própria direção da sigla.
