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Ministros do Tribunal de Contas da União criticam parecer de relator no Congresso pela aprovação das contas de Dilma

Augusto Nardes, relator das contas no TCU, disse que ministros da área econômica do governo reconheceram a existência das “pedaladas”. (Foto: Jackson Ciceri/ O Sul)

Ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) criticaram a decisão do senador Acir Gurgacz (PDT-RO), relator das contas de 2014 da presidenta Dilma Rousseff no Congresso, de propor a aprovação das contas, contrariando parecer unânime do TCU pela rejeição. Ministros afirmaram que a avaliação do senador foi “política”, enquanto a decisão do tribunal foi “técnica”.

As “pedaladas fiscais”, manobra em que o governo retém pagamentos a bancos públicos para melhorar artificialmente as contas, são o ponto principal do parecer do TCU pela rejeição. O tribunal concluiu que a manobra configura uma operação de crédito, pois os bancos se viram obrigados a assumir o pagamento de programas como Bolsa Família, o que infringe a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Esse entendimento contraria tanto a defesa do governo quanto a conclusão do relator das contas no Congresso. Além disso, a sugestão de reprovação das contas pelo TCU levou em consideração a edição de decretos que autorizaram gastos sem aval do Congresso, em um momento em que deveria haver cortes de despesas por conta da queda de arrecadação. As duas acusações são a base do processo de impeachment contra Dilma.

O ministro Augusto Nardes, relator das contas no TCU, disse que ministros da área econômica do governo reconheceram a existência das “pedaladas”. O montante, de 57 bilhões de reais, está expresso na proposta orçamentária enviada ao Congresso, que prevê déficit fiscal. “Os dois ministros que assumiram recentemente reconheceram que existe a dívida com os bancos por conta das ‘pedaladas’ e que estão tentando resolver.” (AG)

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