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Moradores de Hong Kong lotam praia após duas semanas sem casos locais de coronavírus

População aproveitou domingo de sol. (Foto: Reprodução)

Para quem espera ansiosamente pela volta das atividades ao ar livre, as imagens de uma praia lotada de banhistas em Hong Kong soam como uma esperança de dias melhores, caso as medias de isolamento sejam cumpridas. Depois de duas semanas sem nenhum caso local da doença, várias pessoas resolveram aproveitar o dia de sol na cidade governada pela China.

Graças à rápida adoção de medidas de combate ao vírus, Hong Kong evitou os aumentos exponenciais observados em outras partes do mundo, confirmando 1.025 casos da Covid-19 no total e quatro mortes desde o início do surto em janeiro.

Mesmo com o cenário favorável, quase todos os moradores de Hong Kong usam máscaras. Edifícios de escritórios, centros comerciais e instituições públicas realizam verificações de temperatura e dispensadores de desinfetantes gratuitos estão amplamente disponíveis à população.

À medida que o surto de coronavírus diminui na China, empresas e autoridades do país fazem um grande esforço para reaquecer a economia. As fábricas, paralisadas quando o surto de coronavírus varreu o país em janeiro, estão zumbindo novamente, e até a poluição do ar está voltando.

Pequim registrou apenas 13 casos em abril, e as últimas infecções foram confirmadas há duas semanas. A suavização da situação de emergência também desobrigará os moradores da capital de usar máscaras ao saírem.

Além disso, Pequim descartará as exigências de 14 dias de quarentena para pessoas que vêm de regiões do país de risco baixo. Pessoas em quarentena em casa ou em uma instalação centralizada também serão dispensadas da obrigação de se isolarem, anunciou o vice-secretário-geral da capital chinesa, Chen Bei, em uma entrevista coletiva.

A suspensão das regras de quarentena na metrópole não se aplica a recém-chegados do exterior nem a pessoas vindas da província central de Hubei, berço da doença, e de outros locais de risco alto.

China e covid-19

Em meio à guerra de informações sobre a pandemia de coronavírus no mundo, permeada pela rivalidade entre Estados Unidos e China, a embaixada chinesa no Brasil divulgou um comunicado, na última semana, rebatendo acusações que circulam sobre o comportamento de Pequim em relação à crise. Segundo a nota, o objetivo é fazer um contra-ataque a informações que vão desde a origem do vírus até a omissão de dados sobre a Covid-19 e a permissão para o comércio de animais selvagens.

“Nas redes sociais e em algumas mídias tradicionais, mentiras, rumores e teorias da conspiração são muito populares. Seus veiculadores têm motivos próprios, alguns pretendem difamar oponentes políticos e institucionais e outros até acusam países, nações e religiões específicas”, diz o texto, segundo o qual a China foi particularmente afetada por essa “epidemia da má informação”.

O documento, denominado “12 rumores infundados sobre a China durante a epidemia de Covid-19”, começa pela interpretação de que o novo coronavírus teria sido criado em um laboratório chinês. Os chineses negam isso e dizem que a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que o vírus se originou na natureza, e não artificialmente.

Os chineses também refutam a ideia de que a doença teria surgido de um acidente de laboratório no Instituto de Investigação de Virologia de Wuhan. De acordo com as autoridades daquele país, o laboratório, além de lidar com os patógenos mais mortais do mundo, fica a cerca de 30 quilômetros do centro de Wuhan “e é impossível para o vírus deixar um laboratório de tão alta segurança”.

A China também afirma que o fato de Wuhan ter sido o primeiro lugar onde foram registrados casos desse vírus não significa que lá é necessariamente a sua origem.

Uma tese polêmica, que tem sido objetivo de debates entre especialistas de todo o mundo, é que a China teria sido informada do início do surto e ocultou informações relevantes durante 45 dias. Pequim rebate, dizendo que as instituições oficiais do país foram informadas pela primeira vez sobre um caso de pneumonia atípica em 27 de dezembro de 2019 e publicaram seu primeiro aviso sobre a doença no dia 31 do mesmo mês.

O governo chinês também rechaça a informação de que teria escondido e reportado com inexatidão o número de casos diagnosticados e mortes por Covid-19. Da mesma forma, ressalta que notificou o quanto antes o público nacional e global sobre o problema e tomou medidas rigorosas de prevenção e controle, dando ao resto do mundo pelo menos seis semanas de avanço para se preparar.

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