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Morre adolescente que teve a cirurgia atrasada por briga de médicos

Caso ocorreu no Pronto-Socorro da Criança João Lúcio, no Amazonas. (Crédito: Reprodução)

Lúcio Pena Figueira, que teve a cirurgia atrasada por uma briga entre dois médicos dentro do centro cirúrgico do Pronto-Socorro, em Manaus, no Estado do Amazonas, morreu recentemente. O jovem, de 14 anos, estava internado em estado grave na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) após sofrer um AVC (acidente vascular cerebral).  Um neurologista e um anestesista atendiam o jovem quando houve a discussão. Os dois médicos se preparavam para iniciar procedimento cirúrgico. Depois do desentendimento, eles foram encaminhados à delegacia.

Um caso grave esquecido pelos médicos durante a confusão. 

De acordo com familiares, a morte do adolescente ocorreu em razão de edema cerebral e de uma hemorragia intracraniana. Os parentes acreditam que a demora no atendimento, ocasionada pela briga entre os médicos, colaborou para o agravamento do quadro de Figueira. “Eles estavam brigando lá, deixaram meu irmão com a cabeça aberta. Veio outro médico para operar. A hora que começou [a cirurgia] era meia-noite e acabou umas 3 horas da madrugada”, disse o irmão do jovem, Francisco Carlos.

A agressão. 

Consta no boletim de ocorrência registrado na polícia, que os dois médicos entraram em vias de fato devido durante um procedimento cirúrgico. O neurologista tinha escoriações na boca e o anestesista apresentava escoriações no braço esquerdo, na mão direita e no pescoço. Funcionários, que não quiseram ser identificados, contaram que o anestesista chegou a dar um choque no braço do neurologista. Ao receber o choque, o médico teria dado um golpe no colega, fazendo-o cair com o rosto no chão.

Providências. 

O Conselho Regional de Medicina do Amazonas abriu uma sindicância para apurar uma briga entre dois médicos e a Secretaria de Estado de Saúde  informou que a direção do hospital abriu sindicância para apurar a conduta dos médicos envolvidos. Já a Defensoria Pública do Estado do Amazonas passou a acompanhar a família do adolescente. Os pais foram informados que podem ingressar com uma ação indenizatória. (AG)

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