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Morre, aos 60 anos, o cantor Netinho, do hit “Milla”, clássico do axé music

Na década de 1990, o cantor se tornou ídolo nacional e ajudou a difundir o axé music pelo mundo. (Foto: Divulgação)

O cantor Netinho, um dos principais nomes do axé music, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em decorrência de um câncer no sistema linfático. Ele estava hospitalizado em Salvador (BA). O artista enfrentava a doença há mais de um ano.

O seu maior sucesso é o hit “Milla”, que se tornou um dos símbolos do axé music nos anos 1990.

Netinho nasceu em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, em 12 de julho de 1966. Aos 10 anos, se mudou com a família para a capital baiana. Na cidade, entrou em contato com a música e começou cedo a sua carreira.

Aos 14 anos, ganhou de presente da mãe o primeiro violão e, aos 16, ingressou no curso de Engenharia Civil, na Universidade Católica de Salvador. Naquela época, conciliava os estudos com pequenos shows em escolas até que começou a tocar profissionalmente em bares, com o repertório de MPB e bossa nova.

Em 1988, Netinho estreou como cantor da Banda Beijo no Carnaval de Salvador e, no mesmo ano, estourou em todo o País com o sucesso “Beijo na Boca”. Em seguida, emplacou outros hits, como “Estrela Primeira”, “Barracos” e “A Vida é Festa”.

O maior dos sucessos na voz do músico foi “Milla”, canção lançada em 1996, três anos após ele começar a carreira solo. O cantor se tornou ídolo nacional e ajudou a difundir o axé music pelo mundo, com apresentações em países como Itália e Chile.

Em 2013, o músico sofreu três AVCs (acidentes vasculares cerebrais) que causaram, entre outros problemas, a perda da voz. Por isso, o artista ficou quatro anos sem se apresentar no Carnaval de Salvador.

Como empresário, abriu um grande estúdio de gravações e mixagem no Rio de Janeiro, por onde passaram nomes como Maria Bethânia, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Laura Pausini e Lenny Kravitz. Também criou um selo para lançar novos artistas baianos.

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