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Mortalidade por aids confirma tendência de queda em Porto Alegre

Gráfico mostra número de óbitos na cidade pela doença a cada cem mil habitantes. (Arte/PMPA)

A mortalidade por aids mostra tendência de queda gradativa em Porto Alegre desde a universalização da terapia antirretroviral, em 2011. Os dados mais recentes na capital gaúcha foram apresentados nessa terça-feira ao secretário municipal de Saúde, Fernando Ritter, e técnicos da secretaria, por integrantes do Comitê de Mortalidade por Aids.

O grupo, criado em 2011, reúne técnicos de diferentes órgãos municipais e hospitais de Porto Alegre. Mesmo com a tendência de queda, a cidade ainda detém taxas elevadas de mortalidade. Em 2014, foram 28,38 óbitos por cem mil habitantes. Os números do RS e do País para 2013 foram, respectivamente, de 13,2 casos por cem mil habitantes e 6,4 casos por cem mil habitantes.

Em 2011, de acordo com os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade, gerenciado pela Evev (Equipe de Vigilância de Eventos Vitais e Agravos e Doenças Não Transmissíveis da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde) da secretaria de Saúde, a incidência era de 32,21 por cem mil habitantes. Em 2012, baixou para 29,73 e em 2013, para 28,24, mantendo-se praticamente estável em 2014.

Ações

Entre as medidas que podem ter contribuído à queda está a implantação do teste rápido em Porto Alegre em 2011, que é realizado em unidades de saúde, em ações públicas e nas ruas, com ampla divulgação, propiciando um conhecimento da pessoa de ser portador do HIV mais cedo, antes de ser doente de aids, segundo a coordenadora da Evev, Patrícia Conzatti Vieira. Também foram desenvolvidas ações de sensibilização dos serviços de saúde no acompanhamento dos casos, que eram encaminhados aos serviços especializados, bem como a notificação compulsória do HIV. (PMPA)

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