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Moscou tem recorde de mortes por coronavírus com disparada da doença na Rússia

A Rússia aprovou quatro vacinas domésticas. Uma delas é a Sputnik V. (Foto: Divulgação)

A Rússia relatou nesta sexta-feira (25) que 98 pessoas morreram em decorrência de uma infecção pelo coronavírus em Moscou nas últimas 24 horas. É um número recorde de mortes ligadas à covid-19. A cidade vive uma disparada de infecções, que as autoridades atribuem à variante delta (que foi inicialmente detectada na Índia) e ao progresso lento do programa de vacinação.

Desde que os casos começaram a disparar, neste mês, as autoridades russas têm buscado incentivar as pessoas a se inocularem. A procura pela vacina ainda é baixa.

As autoridades tentam convencer as pessoas a se vacinarem. Há sorteio de carros e apartamentos. Quem não se vacina é ameaçado de perda de renda e demissão.

O governo afirmou que a recusa em receber a vacina é uma forma de niilismo (uma interpretação da vida pela qual não há sentido em nada). A Rússia aprovou quatro vacinas domésticas. Uma delas, a Sputnik V, foi exportada a outros países.

Números

A força-tarefa anti-coronavírus do governo relatou 20 mil casos novos de covid-19, sendo 7.916 em Moscou — o maior número de casos confirmados em um único dia desde 24 de janeiro, o que eleva o total nacional desde o início da pandemia a 5,4 milhões.

O governo disse que 601 pessoas morreram de causas ligadas ao coronavírus nas últimas 24 horas, 98 delas na capital, o que eleva o total de óbitos do país a mais de 132 mil. São Petersburgo também relatou 98 mortes.

A agência federal de estatísticas mantém uma contagem separada e diz que a Rússia registrou cerca de 270 mil mortes ligadas à covid-19 entre abril de 2020 e abril de 2021.

Restaurantes

As autoridades de Moscou ordenaram que, a partir desta segunda-feira (28), bares e restaurantes só sirvam pessoas que mostrarem um código QR que prova que foram vacinadas, tiveram uma infecção que indica imunidade ou tiveram um exame negativo recente.

Como a procura por vacinas aumentou muito, o Kremlin disse nesta sexta que a falta de vacinas na Rússia também tem relação com dificuldades de armazenamento e que a escassez será resolvida nos próximos dias.

Trabalho

O governo russo afirmou nesta semana que as pessoas que não foram vacinadas contra a covid-19 ou não têm imunidade não serão capazes de trabalhar em todos os locais no país e que serão discriminadas.

“A realidade é que essa discriminação vai se impor inevitavelmente, as pessoas sem vacinas ou imunidade não vão poder trabalhar em todos os lugares, não é possível, será uma ameaça para aqueles que estão em volta”, disse o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov.

Na última segunda (21), o presidente Vladimir Putin avisou que a situação do coronavírus em algumas regiões da Rússia estava piorando, e as autoridades começar a citar a possibilidade de uma campanha de revacinação para tentar impedir uma nova alta.

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