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Mudança de planos: nova Lei de Licitações vai entrar em vigor só no fim do ano

Para Esther Dweck, um dos problemas foi não deixar claro por que algumas das medidas estudadas foram deixadas de lado. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O governo editou uma medida provisória (MP) adiando de 1ª de abril para 30 de dezembro a entrada em vigor da nova Lei de Licitações. A MP, publicada no Diário Oficial da União (DOU), traz um prazo diferente do anunciado dias antes pela ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.

Em entrevista coletiva na Marcha dos Prefeitos a Brasília, na última quinta-feira (30), Dweck afirmou que a ideia era prorrogar o prazo por um ano, até 1ª de abril de 2024.

De acordo com informações do Valor Econômico, a redução do prazo ocorreu por recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU).

Ainda segundo a publicação, prefeitos pressionavam pelo adiamento devido à proximidade da entrada em vigor da nova lei e extinção da famosa Lei 8666. No meio da semana passada, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que o governo publicaria um decreto para adiar, mas o governo deve editar uma medida provisória porque se trata de um prazo previsto em lei.

Os entes públicos tiveram dois anos para se adaptarem à nova lei de licitações desde a aprovação pelo Congresso e sanção, mas os prefeitos, principalmente das pequenas cidades, alegaram não estarem preparados para operar no novo arcabouço. Pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostrou que 60% dos prefeitos disseram que não estão preparados por problemas tecnológicos e por insegurança jurídica na redação da lei.

A ministra destacou que o governo federal fará cursos e treinamento para que os municípios estejam preparados quando o novo prazo chegar e não seja necessário novo adiamento. “A gente não vai só alterar o prazo, mas todo o processo de transição para que todos estejam preparados”, afirmou.

Ela elogiou a nova lei, dizendo que é melhor que a anterior, mas que o governo entendeu a preocupação dos municípios. Disse também que publicou mais dois decretos de regulamentação da nova lei, mas que está aberta a alterar essas normativas se houver demanda dos prefeitos.

De acordo com o governo, a nova Lei de Licitações unifica toda a legislação anterior além de trazer mais transparência, eficácia e agilidade para as licitações e para a execução dos contratos administrativos.

Entre as mudanças estão a criação de novas modalidades de licitação, como o diálogo competitivo e o leilão, a adoção do pregão em todas as esferas da Administração Pública; a criação do sistema de compras do governo federal, entre outras.

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