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Mulher dá à luz a gêmeos, mas um dos bebês tem microcefalia. Profissionais não explicam o que pode ter acontecido na gestação

Em 2019, diferença entre nascidos e óbitos resultou em um crescimento de 0,40% em relação à população de 2018. (Foto: Reprodução)

“Ninguém me disse o porquê. Só falaram que era caso para estudo.” Foi assim, sem receber muitas explicações, que Jaqueline Jéssica de Oliveira saiu da maternidade do Hospital Guilherme Álvaro, em Santos (SP). Nos braços, ela levava Laura e Lucas, seus filhos gêmeos.

O menino veio ao mundo saudável, com 34 centímetros de perímetro cefálico. Já a cabeça da menina tinha apenas 26 centímetros, levando ao diagnóstico: Laura nasceu com microcefalia.

“Fizeram tudo quanto foi exame para ver se eu tinha alguma infecção que poderia ter causado a microcefalia e deu tudo negativo.” Ela ouviu dos médicos que o caso teria de ser estudado.

Ainda não há comprovação de que o zika tenha sido o responsável pela má-formação em Laura. No terceiro mês de gestação, Jaqueline teve dor de cabeça e manchas e coceira nos braços. Pensou que era dengue, mas como os sintomas passaram em um dia, acreditou que tinha sido apenas uma alergia. Após o parto, os bebês passaram por exames. Várias amostras de sangue foram colhidas.

As amostras foram enviadas para o Instituto Adolfo Lutz, laboratório de referência para casos de microcefalia com suspeita de ligação com o zika. O vírus não foi achado no material de Laura, mas esse resultado não é definitivo. Há possibilidade de o resultado ser um falso negativo.

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