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Mulher internada com covid tem alta e, em casa, acha marido morto

Casal optou por não se vacinar contra a covid. (Foto: Reprodução)

Uma mulher foi do alívio ao desespero nos Estados Unidos, ao encontrar o marido morto em casa, vítima de complicações da covid-19, momentos após ela própria receber alta hospitalar, depois de ficar internada com coronavírus.

O caso aconteceu na cidade de Winter Haven, na Flórida, e foi repercutido pela imprensa local. Lisa Steadman contou que ela e o marido, Ron, foram diagnosticados com covid-19 no início de agosto. Enquanto ela apresentou sintomas mais graves e precisou ser hospitalizada, ele parecia bem e permaneceu em casa.

“Eu fiquei no hospital por oito dias. Falei com ele todos os dias”, declarou à rede de televisão ABC. “Achei que fosse morrer. Não conseguia respirar e nem parar de vomitar”, contou à Fox 13.

A luta pela vida deu resultado e, após uma semana, Lisa evoluiu positivamente. A mulher de 58 anos contou que conversou com Ron no domingo e o marido alertou-a de que seu telefone celular não estava carregando.

Na segunda-feira (23), ela não conseguiu contato e pediu que a polícia local checasse o estado do homem. “Eles foram lá, conversaram com ele. Estava passeando com nossos cachorros. Me disseram: ‘Ele está com um resfriado’. Mas estava tudo bem, o Ron não estava nem perto de morrer ou nada assim.”

Mas entre segunda e quarta-feira (25), quando Lisa recebeu alta, o estado de Ron piorou e o homem não resistiu. Ao chegar em casa, a mulher encontrou o marido morto na própria cama, cercado pelos cachorros.

“Foi como entrar em um filme de terror. Eu gostaria de nunca tê-lo visto assim, porque não consigo tirar aquela imagem da minha cabeça”, relatou.

Casal não tomou vacina

Lisa contou que Ron era bastante cuidadoso com os métodos de prevenção da covid-19, frequentemente utilizava máscara e higienizava as mãos com álcool. O casal, porém, não se vacinou.

A mulher afirmou que ela e o marido nunca foram negacionistas, mas que preferiram “esperar”. Agora, porém, Lisa teve a opinião alterada. “Já avisei que quando eu melhorar – porque eu não posso ser imunizada até o fim de setembro –, vou tomar a vacina”, afirmou.

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