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Mulheres imigrantes e refugiadas em Porto Alegre recebem computadores para inclusão e qualificação profissional

Iniciativa é do Senac em parceria com o Cibai Migrações. (Foto: Divulgação/Senac Tech)

Um grupo formado por 21 mulheres imigrantes e refugiadas foi contemplado com computadores, por meio do Programa de Inclusão Digital do Senac Tech, unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Porto Alegre. A ação contou com a parceria do Centro Ítalo-Brasileiro de Assistência e Instrução às Migrações (Cibai Migrações), organização sem fins lucrativos.

A iniciativa buscou ampliar as possibilidades de acesso à informação, continuidade dos estudos, qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho. Os equipamentos serão utilizados pelas mulheres em suas próprias residências, como meio de apoio a suas trajetórias profissionais e educacionais, bem como às necessidades de suas famílias – incluindo o acompanhamento de atividades escolares dos filhos e o acesso a oportunidades digitais.

Para Luiz Felipe Licidonio, professor do Senac Tech responsável pelo projeto, o acesso à tecnologia é capaz de fazer a diferença tanto na vida profissional quanto na pessoal das beneficiadas: “No âmbito profissional, muitas vêm para o Brasil buscando uma vida melhor, para sustentar a família. O acesso à internet permite procurar vagas, candidatar-se, cadastrar o currículo em portais que direcionam para empresas”.

Ele também destaca a importância dos computadores na manutenção de vínculos afetivos e culturais: “Apesar da distância física, a distância virtual é bem menor. A tecnologia permite que as participantes mantenham contato com amigos e familiares e se comuniquem com órgãos e entidades que podem auxiliá-las no processo de imigração. Para quem deseja empreender, os equipamentos também ampliam as possibilidades de divulgação e comercialização de produtos e serviços por meio de redes sociais e plataformas digitais”.

Saiba mais

A ação integra iniciativas voltadas à inclusão e ao desenvolvimento de pessoas. Em sua 11ª edição, o projeto Empoderando Refugiadas é uma iniciativa conjunta da Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados (Acnur), do Pacto Global da ONU no Brasil e da ONU Mulheres.

Em Porto Alegre, é executado pelo Cibai Migrações, parceiro implementador, com o objetivo de fortalecer a autonomia, a independência financeira e a integração social de mulheres imigrantes e refugiadas.

Nesta edição, o Senac Tech foi responsável pela capacitação profissional das participantes, por meio do curso de atendimento ao público. A formação foi complementada por atividades voltadas ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais, à compreensão do mercado de trabalho brasileiro e ao acesso a conhecimentos sobre direitos sociais e trabalhistas, educação financeira, liderança e participação política.

Recuperação e doação

O Programa de Inclusão Digital do Senac Tech desenvolve, há mais de 12 anos, um trabalho de recuperação e doação de computadores. A iniciativa recebe equipamentos doados, que são recuperados voluntariamente pelos alunos da escola e destinados a pessoas e instituições que atendam aos critérios de participação, considerando aspectos como renda familiar e ausência de acesso a um computador.

Além de ampliar o acesso à tecnologia, o programa proporciona aos estudantes a oportunidade de aplicar conhecimentos técnicos em situações práticas e contribuir com a comunidade. Segundo Licidonio, o contato com equipamentos de diferentes marcas, modelos e configurações amplia a experiência dos alunos para além das atividades realizadas em sala de aula.

O docente também ressalta o impacto do voluntariado na formação dos futuros profissionais. “Os alunos se sentem gratos em poder montar um computador que será doado”, conta. Para ele, a participação no projeto também estimula o envolvimento social dos estudantes: “Quem não tinha nenhuma experiência de inclusão social ou inclusão digital sai daqui com essa veia bem aberta para sua vida, o que representa muito para sua formação e para a atuação da escola junto à comunidade”.

(Marcello Campos)

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