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Mutirão de ecografias gratuitas no próximo sábado rastreia aneurisma de aorta e orienta tratamento

Palestra realizada nesta semana. (Foto: Divulgação)

Descobrir o aneurisma da aorta, uma espécie de bolha que infla sem dar sinal num determinado ponto da principal artéria do corpo humano, pode ser o divisor entre a vida e a morte. Esta espécie de balão de festa vai inflando e as paredes da aorta ficam cada vez mais finas.  A qualquer momento, pode estourar causando hemorragia interna grave. Neste caso, cerca de 90% das vítimas morrem.  Dos pacientes que sofrem a ruptura, 50% conseguem chegar vivos ao hospital. Destes, mais de 50 % vão a óbito durante ou após cirurgia de urgência. No entanto, uma simples ecografia permite ver a anomalia e, tratando,  a evolução natural da doença é interrompida.

Neste sábado, das 8h às 12h, no Centro Clínico Mãe de Deus, um mutirão gratuito de ecografias vai fazer o rastreamento do aneurisma da aorta em 80 pessoas que estão no grupo de risco e que ganharam senhas na última terça-feira (24) em palestra gratuita no Hospital Mãe de Deus. Os casos positivos recebem, na hora, orientações para tratamento. A ação encerra a Semana Estadual de Prevenção e Combate ao Aneurisma da Aorta, coordenada pelo cirurgião cardiovascular Eduardo Keller Saadi.

“As pessoas precisam entender que a descoberta do aneurisma da aorta é uma dádiva. Hoje em dia, com medição, cirurgia ou procedimento minimamente invasivo podemos reverter a maioria dos casos. O paciente não recebe mais ‘sentença de morte’ junto com o laudo da ecografia. A meta da nossa campanha é conscientizar a população para investigar  e desmistificar tanto a doença quanto o tratamento”, afirma Saadi.

O RS é o único estado do Brasil a contar com campanha de promoção de saúde da aorta no calendário oficial. Os alertas pretendem reduzir, de maneira significativa, os índices de mortalidade por aneurisma de aorta. A patologia figura como 13ª causa de mortes entre todas no mundo e a 10ª entre homens com mais de 65 anos. O Brasil não tem levantamentos atualizados, mas os índices não devem ser muito diferentes dos registrados nos Estados Unidos, onde são diagnosticados cerca de 200 mil casos/ano sendo que 15 mil apresentam alto risco de morte por ruptura.

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