O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, participou, nessa quinta-feira (26), do painel de abertura do evento Ciclo Brasil de Ideias 2026, promovido pelo Grupo Voto, na cidade de São Paulo. O encontro reuniu lideranças para debater a diplomacia empresarial e política como uma ferramenta de desenvolvimento do Brasil.
Soluções públicas
Em um painel mediado pela presidente do Grupo Voto, Karim Miskulin, o governador gaúcho destacou a importância do diálogo na construção de soluções públicas. “A política existe para arbitrar as diferenças. Quanto mais ousados queremos ser na gestão pública, mais política e diplomacia precisamos ter. Vivemos em uma sociedade plural e diversa, e é fundamental que possamos promover diálogo entre essas diferenças, criando um ambiente político favorável para as transformações profundas e estruturais que o Brasil necessita”, disse Leite.
Ambiente de diálogo
Leite apresentou a experiência do Rio Grande do Sul, citando as reformas administrativa e da previdência implementadas no Estado como um exemplo da importância da criação de um ambiente de diálogo.
“Quando assumimos, o Estado vivia a maior crise fiscal da sua história, que se manifestava no comprometimento da prestação de serviços em todas as áreas. Uma crise que precisava de medidas que o Estado até então tinha se negado a fazer. Fizemos privatizações e reformas profundas na máquina pública, que nos permitiram equilibrar as contas e recuperar a capacidade de investimento. Isso só foi possível porque criamos um ambiente de diálogo intenso”, lembrou o governador. “Fui pessoalmente aos sindicatos e entidades representativas apresentar a proposta e ouvir suas considerações em dezenas de encontros. Esse ambiente de diálogo viabilizou a construção da aprovação das medidas que eram necessárias, mesmo que não fossem populares ou simpáticas.”
Movimento de transformação
Ao encerrar, o governador defendeu que o país precisa seguir um movimento de transformação baseado em responsabilidade fiscal. “O Brasil necessita ter um horizonte que mostre que estamos indo na direção correta. Se não houver amparo fiscal, não há política pública que se sustente. O país precisa fazer reformas fiscais profundas e é nisso que deve estar concentrada a sua energia”, disse. As informações são do Palácio Piratini.
