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Na crise dos áudios contra a Operação Lava-Jato, políticos silenciam nas redes

Governo Temer anuncia medidas para tentar tirar o País da crise econômica (Foto: Beto Barata/PR)

Na semana em que as conversas do ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado com integrantes da cúpula do PMDB para tentar obstruir os avanços da maior operação de combate à corrupção no País abalaram o partido do governo interino de Michel Temer (PMDB), algumas da principais lideranças políticas do País silenciaram nas redes sociais.

Até o final de sexta-feira, os perfis oficiais de Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves, Michel Temer e Lula não falaram sobre o caso e se limitaram a divulgar “notas” de suas defesas ou mesmo dos próprios partidos em repúdio às acusações e citações que aparecem nos diálogos bombásticos de Machado com Romero Jucá, José Sarney e Renan Calheiros.

O presidente em exercício Michel Temer (PMDB), de perfil mais discreto em seu Facebook oficial, fez a última postagem em 13 de maio, logo após tomar posse interinamente. Seu perfil no Twitter é mais ativo, e postou dezenas de mensagens ao longo da semana, todas relacionadas às atividades de governo, seus discursos e agendas de sua gestão e seus ministros. Não há nenhum comentário sobre os diálogos que atingem em cheio graduados do seu partido e tampouco qualquer menção a Romero Jucá, que aparece nas conversas discutindo sobre como “estancar” a Operação Lava-Jato. (AE)

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