A presidenta Dilma Rousseff recebeu na quinta-feira, no Palácio do Planalto, os integrantes do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social). Diante de um cenário de crise política e econômica, o governo federal decidiu retomar a dinâmica dos encontros – a última reunião ocorreu em 2014. “Queria, com muita pompa, dar posse aos conselheiros”, anunciou o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner.
O grupo tem 92 personalidades, entre empresários, representantes de movimentos sindicais e da sociedade civil. Caberá a eles discutir temas de relevância nacional e sugerir ações para o poder público. “Agradeço esse voluntariado de cada um de vocês, porque aqui é uma escola de cidadania participativa, e vocês poderão dizer para os netos e filhos que contribuíram para fazer o País melhor”, disse o ministro.
Wagner foi cauteloso: “Vou repetir para que não fique dúvida: não substituímos aquele que tem a legitimidade e legalidade de ser o fiscal do governo e de escrever as leis do País, que é o Congresso Nacional”. O primeiro a ter voz no encontro não adotou tom otimista. “Hoje temos uma pauta única no Brasil: o que nos angustia é como tirar o País da recessão. Cada um de nós é protagonista do Brasil hoje, no sentido de que todos têm hoje parcela de responsabilidade. Todos somos perdedores, pois na recessão todo mundo perde”, disse Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco.
