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Na reta final antes da proibição pela Lei Eleitoral, Lula fez 47 viagens, visitas e entregas em dois meses

Lula é pré-candidato à reeleição. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de 47 compromissos em 22 dias de viagens, visitas e entregas entre maio e junho, segundo levantamento feito pelo portal g1 a partir da agenda presidencial e de registros do governo federal. São Paulo foi o estado com mais agendas no período, com 12 eventos. Anúncios e lançamentos foram os compromissos mais recorrentes. Saúde e agronegócio aparecem como os temas mais frequentes dos eventos de que o presidente participou.

O levantamento considera compromissos fora da rotina no Palácio do Planalto, com foco em viagens, visitas, entregas, anúncios e inaugurações. Não se trata, portanto, de uma lista de todos os compromissos oficiais de Lula no período.

Ao todo, foram 44 eventos no Brasil e 3 no exterior.

No país, o Sudeste concentrou a maior parte dos compromissos mapeados: foram 24 dos 44 eventos nacionais. São Paulo liderou o recorte, com 12 eventos, seguido por Rio de Janeiro, com 8. Amazonas teve 6; Sergipe e Mato Grosso do Sul, tiveram 4 cada; Bahia, Espírito Santo, Goiás e Minas Gerais, tiveram 2 cada; e Distrito Federal e Santa Catarina, 1 cada.

No período analisado, 16 estados não apareceram no levantamento: Acre, Alagoas, Amapá, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Tocantins.

No exterior, Lula teve agendas nos Estados Unidos, na Europa, durante reunião do G7, e no Paraguai, para a Cúpula do Mercosul. Nenhum país apareceu mais de uma vez no período analisado. A agenda internacional mais longa foi a ida à França, com quatro dias no roteiro.

Agendas

Agendas relacionadas com saúde foram as mais recorrentes nas viagens de Lula. O tema aparece entre as principais preocupações dos eleitores. Pesquisa Quaest de março mostrou que 13% dos entrevistados apontavam o tema como a maior preocupação deles em relação ao Brasil.

Violência e segurança pública lideravam a lista da Quaest, citadas por 27% dos entrevistados. No recorte das viagens, no entanto, o tema apareceu em uma única agenda, em Guarulhos, na Grande São Paulo, onde Lula anunciou o programa Celular Seguro.

“O que a gente está dizendo é: se você tem um telefone roubado, você comprou um celular sem saber que era roubado, mas comprou, se você perceber agora, você tem que procurar uma delegacia para entregar”, disse o presidente. “Não tenha medo de ir para a delegacia, você não será preso, é apenas para devolver o celular.”

Em maio, o presidente visitou o Hospital de Amor, em Barretos, no interior de São Paulo, anunciou medidas do programa Agora Tem Especialistas e ações de conectividade para o SUS. Teve agendas ligadas à saúde ainda no Espírito Santo, Rio de Janeiro e Sergipe. No Rio, Lula participou de compromissos na Fundação Oswaldo Cruz. Em Sergipe, visitou unidades de atendimento oncológico e anunciou investimentos para a área.

“Esse anúncio que estamos fazendo na saúde faz parte de uma transformação muito maior. Hoje, a pessoa mais pobre deste país, a pessoa mais pobre de Sergipe, se precisar fazer radioterapia, vai ser atendida na mesma máquina utilizada pelo presidente dos Estados Unidos”, afirmou Lula.

Em junho, a pauta voltou a aparecer em Goiás, com inauguração e visita a hospitais universitários; em Minas Gerais, com entregas e anúncios para ampliar o atendimento especializado; e em São Paulo, em agenda no Hospital Santa Marcelina, em Guarulhos.

Outro tema frequente dos compromissos presidenciais foi o de indústria, energia e fertilizantes. Em maio, Lula esteve na Bahia para agenda na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia, a Fafen-BA, e visitou a Refinaria de Paulínia, em São Paulo, com anúncio de investimentos da Petrobras.

No Amazonas, o presidente participou de anúncios de investimentos em infraestrutura, energia e logística. Em Sergipe, visitou a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe, a Fafen-SE.

Em junho, a pauta dos fertilizantes voltou a aparecer em Mato Grosso do Sul, com agenda sobre a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, em Três Lagoas, onde criticou a paralisação das fábricas do setor no país.

“O Brasil pagando preços absurdos de fertilizantes, que poderiam ser produzidos no Brasil, que aumenta a cada guerra que alguém quer dar no outro lá fora. O pobre brasileiro, que vai comprar uma fruta, uma comida, paga o preço dessa guerra, por irresponsabilidade de muita gente, não é só do governo. Muita gente do agronegócio nunca se preocupou em que a gente tivesse fábrica de fertilizante aqui [no Brasil], porque era muito barato importar”, afirmou Lula.

Em Santa Catarina, o presidente participou de compromissos ligados à indústria naval e offshore.

As demais agendas incluem entregas habitacionais, obras de infraestrutura e compromissos ligados à educação, ciência, cultura, reforma agrária, segurança pública e relações internacionais. (Com informações do portal de notícias g1)

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