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Na última semana de campanha do primeiro turno, Bolsonaro e Geraldo Alckmin buscam votos no interior de São Paulo, enquanto Fernando Haddad e Ciro Gomes tentam crescer em Minas Gerais e Rio de Janeiro

Mudanças nas alíquotas e volta da tributação sobre lucros e dividendos estão entre as propostas. (Foto: Divulgação)

Faltando menos de uma semana para o primeiro turno das eleições de 2018, as campanhas dos quatro presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas – Jair Bolsonaro (PSL), Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) – se concentram na Região Sudeste.

Também está em seus radares dos candidatos o Nordeste, visitado com mais frequência por Marina Silva (Rede) desde que ele entrou em declínio nas pesquisas de intenções de voto. As duas regiões reúnem 70% do eleitorado brasileiro.

Haddad se debruça a partir desta segunda-feira sobre Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, Estados onde Bolsonaro, seu principal adversário na corrida ao Palácio do Planalto, pontua acima de sua média nacional. Conforme analistas políticos, ele deve apostar em atrair eleitores de Ciro para crescer ainda mais no Nordeste. Os candidatos do PT e do PSL mantêm trajetória crescente, enquanto o restante cai ou fica estagnado abaixo da média nacional.

Correligionários de Bolsonaro, por sua vez, têm intensificado as agendas no interior paulista. A maior aposta é abocanhar o eleitorado de Alckmin, estagnado nas pesquisas. No Estado, o tucano oscilou de 13% para 14% no último Ibope, enquanto Bolsonaro foi de 30% para 33%.

Major Olimpio (PSL), candidato ao Senado e um dos coordenadores da campanha, tem se dividido com o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidenciável, em agendas de rua, principalmente no interior, onde o capitão da reserva já tem mais que o dobro de votos de Alckmin. No fim de semana, Olimpio projetava participar de até seis carreatas, enquanto Eduardo iria a outras seis.

“A força do Alckmin estava no interior. Quando isso diminui, a tendência é migrar para o Jair (Bolsonaro). Eduardo Bolsonaro e eu também estamos “botando pra quebrar” na Grande São Paulo”, analisou o parlamentar.

Haddad em SP

A cientista política Maria do Socorro Braga, da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos), avalia que Haddad também terá problemas para avançar muito na capital paulista, onde tem seu melhor cenário atualmente, com 17%: “Aparentemente, o grande reduto antipetista desta eleição será São Paulo. E o crescimento do Bolsonaro se relaciona com o desgaste do PSDB”.

Alckmin passará por Minas Gerais e Santa Catarina nos últimos dias, mas não deve ir ao Paraná, onde houve a prisão do ex-governador tucano Beto Richa.

Ciro Gomes passará a maior parte do tempo na capital paulista e fará passagens por Rio e Minas, priorizando agendas internas. Terceiro colocado no cenário nacional, ele fechará a campanha no Ceará, único estado em que vence todos os rivais.

Além de liderar no Ceará, o candidato do PDT cresceu na Paraíba e no Rio Grande do Norte, segundo as pesquisas Ibope divulgadas na última semana. Haddad, por sua vez, é o único que cresce acima da margem de erro em Bahia, Piauí e Maranhão, cujos governadores (Rui Costa, Wellington Dias e Flávio Dino, respectivamente) podem se reeleger em primeiro turno.

Bolsonaro cresceu em Pernambuco e Alagoas, mas os governadores desses estados, Paulo Câmara (PSB) e Renan Filho (MDB), apoiam a campanha petista.

Haddad no RJ

Preocupado com seu ritmo no Rio, onde avançou três pontos e chegou a 14% no último Ibope, Haddad visitará o Estado entre amanhã e terça. Bolsonaro, embora tenha oscilado para baixo, aparece com 35% das intenções de voto. Na tentativa de reduzir a desvantagem, o candidato do PT fará agendas na Zona Oeste e na Baixada Fluminense, e participará de um ato com artistas na Cinelândia.

“Estamos fazendo um trabalho mais intenso no Rio, porque para nós é importante que o estado não fique abaixo da média nacional”m afirmou o ex-ministro Gilberto Carvalho, um dos coordenadores da campanha.

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