A série de ações dos hackers do grupo Anonymous pode atrapalhar na divulgação da ideologia do grupo terrorista e no recrutamento de novos membros, segundo especialistas em segurança. “Isso deixará o Estado Islâmico em alerta. O Anonymous é o curinga que não era previsto nesse jogo”, disse Mikko Hypponen, diretor global de pesquisa da empresa de segurança finlandesa F-Secure.
Há uma semana, o Anonymous vem executando o que foi batizado como #OpParis. A ideia é vasculhar a internet em busca de informações pessoais dos seguidores do EI (Estado Islâmico) e trazer essas informações a público. A prática, conhecida como “doxing”, é uma das principais ferramentas do Anonymous. A outra é o ataque distribuído de negação de serviço (DDoS, na sigla em inglês), que consiste em tirar um site do ar criando uma enxurrada de tentativas de acessos simultâneos a ele.
A #OpParis é terceira grande operação contra o EI. As atividades começaram no ano passado e ganharam destaque em janeiro, após o atentado à revista Charlie Hebdo. Pelo balanço do próprio Anonymous, 101 mil contas no Twitter foram identificadas como sendo de integrantes da organização terrorista, desde o ano passado, e 149 sites favoráveis ao grupo foram tirados do ar, assim como cinco mil vídeos.
O Twitter chegou a desativar mais de 20 mil contas depois disso. O grupo também divulgou um saldo parcial da #OpParis, com uma lista de mais 5,5 mil contas e sites relacionados ao terrorismo do EI. Boa parte do trabalho de encontrar os perfis é feito de forma manual, com pesquisas na internet. O Anonymous chegou a publicar um guia com os principais passos para que qualquer pessoa seja capaz de ajudar na iniciativa. (AG e Folhapress)
