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Brasil “Não está nada descartado”, diz o líder do governo no Senado, sobre a volta da CPMF

Ele ponderou, no entanto, que essa opção não entrará logo em discussão

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) entregou à PF a senha do seu celular durante a Operação Desintegração. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

A volta de um imposto nos moldes da antiga CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) não está descartada, disse nesta quarta-feira (18), o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Ele ponderou, no entanto, que essa opção não entrará logo em discussão.

Se o Congresso optar por não incluir o imposto na proposta, uma alternativa terá de ser apresentada para compensar a desoneração da folha de salários, afirmou Bezerra em coletiva de imprensa no Senado.

Na manhã desta quarta-feira, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) anunciaram a criação de uma comissão mista no Congresso para elaborar a reforma.

“Não está nada descartado”, afirmou o líder do governo. O “grande drama” na proposta, declarou, será definir um alíquota para o IVA (Imposto sobre Valor Agregado). “Vai voltar a discussão sobre o imposto de transações? Acho que no primeiro momento, não. Todo mundo está desafiando a encontrar uma transição sem esse imposto”, ponderou.

O líder do governo afirmou haver garantias que o País terá um novo sistema tributário até o fim de 2020. O governo enviará sugestões para a comissão mista do Congresso no início de fevereiro e acompanhará o tema ao longo da discussão, declarou.

Para o senador, a reforma tributária vai impulsionar o crescimento do País em 2020. As estimativas chegam a apontar de 2% a 3% no crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) nacional no próximo ano, observou.

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